Um balão que só incendeia corações

Por Jorge Luiz de Souza

“Cai, Cai, Balão”, cantiga do folclore resgatada por Villa-Lobos (clique na imagem)

 

► Quem vem acompanhando o “vŏ canta” já conhece boa parte desta história. O maior compositor brasileiro, Heitor Villa-Lobos, desde jovem pegou o hábito de viajar para o interior do Brasil em busca de cantigas populares. Essa pesquisa, além de ter sido responsável para que suas composições tivessem traços marcadamente brasileiros e assim sejam reconhecidas mundialmente, também ajudou a popularizar em todo o país o que era popular em pontos localizados.

Por isso, não vamos esperar o período das festas juninas pra mostrar este arranjo delicioso de Villa-Lobos para a conhecida cantiga “Cai, Cai, Balão”, interpretada pelo grupo vocal “Poucas e Boas”, com regência de Danielle Mattos.

A regente Danielle criou um projeto de resgate de músicas infantis do nosso folclore que foram compiladas por Villa-Lobos e arranjadas por ele de forma, como sempre, simples e genial. Ela também desenvolveu um espetáculo-oficina para escolas e espaços diversos, com o objetivo de difundir este repertório e despertar a musicalidade das crianças.

O grupo vai se apresentar nos dias 22 e 29 de outubro, ambos em quintas-feiras, às 10h, na Biblioteca Infantil Monteiro Lobato. O local não fica para trás. A biblioteca foi fundada por ninguém menos que o escritor Mário de Andrade e fica em São Paulo na Rua General Jardim, número 485, Bairro de Vila Buarque.

Então, vamos ouvir aqui o grupo vocal “Poucas e Boas” em arranjo original de Heitor Villa-Lobos, regência da maestra Danielle Mattos e as vozes de Cecilia Bassarani, Evelyn Heine, Lia Mara Meneghel, Luci Biaggi Ferraz, Sandra C. Marino e Sonia Barreto. O vídeo tem ilustração de Noriatsu Yoshikawa com animação e produção de Liliana Akstein, tudo isto feito para o site www.divertudo.com.br, mas apresentado aqui em primeira audição no “avosidade”.

E imaginem esta cantiga sendo entoada por dezenas de milhares de vozes de estudantes que lotaram o Estádio do Pacaembu logo que foi inaugurado, na década de 1940. Pois Villa-Lobos fez também essa proeza.

Na versão arranjada por Villa-Lobos, a letra é a seguinte:

 

Cai, Cai, Balão

Cai, cai, balão
Cai, cai, balão
Na Rua do Sabão
Não cai não, não cai não, não cai não
Cai aqui na minha mão.

Cai, cai, balão
Cai, cai, balão
Aqui na minha mão
Não vou lá, não vou lá, não vou lá
Tenho medo de apanhar!

 

www.divertudo.com.br

Jorge Luiz de Souza é jornalista e avô de Mateus, Sofia, Rafael, Natalia e mais um que está a caminho

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