Aumento da longevidade e a geração 4-2-1

Aumento
Especialista em qualidade de vida, o autor mostra que planejamento é fundamental para atual cenário de convivência intergeracional

Por Renato Bernhoeft

 Envelhecimento da população traz grandes desafios e oportunidades 

Para satisfazer os curiosos, vamos esclarecer logo esse título. O aumento da longevidade, acompanhado pela redução do índice de natalidade, fez surgir em alguns países do norte europeu, o efeito geracional que está sendo chamado de 4-2-1.

A atual geração entra numa fase em que, cada vez mais, teremos 4 avós convivendo simultaneamente com 2 filhos (pais) e 1 filho (neto). Ou seja, uma verdadeira inversão da pirâmide populacional. Este quadro apresenta várias oportunidades e também grandes desafios. Vejamos alguns deles:

Planejamento é fundamental aumento

As famílias deverão incorporar o mais rápido possível aos seus planos conversas e ações relacionadas à convivência geracional familiar. Qualidade de vida, sistemas previdenciários, reservas financeiras para conseguir manter o padrão de vida, projetos residenciais, estruturas de assistência aos idosos – seja na casa ou em uma instituição de acolhimento. Reinvenção dos projetos de vida dos idosos e formação dos jovens para a vida, tanto pessoal como profissional.

Invista na experiência aumento

Pesquisas demonstram – inclusive do que é possível observar nos depoimentos aqui do portal avŏsidade – que as lembranças dos netos sobre seus avós estão muito mais relacionadas a vivências, emoções e experiências do que ao recebimento de belos e caros presentes. Portanto, vale estimular a convivência e o diálogo. Coloco nesta lista uma sugestão muito pessoal: realizar viagens apenas com netos, sem os pais. E para lugares que tenham a ver com as origens dos ascendentes familiares. Deixe que os grandes centros de entretenimento e parques fiquem por conta dos pais.

Não interfira na educação

Evitar que os avós interfiram na educação dos netos, deixando esta atribuição aos pais. Este assunto é ainda mais sensível e importante a medida que os mais jovens estão permanecendo na casa dos pais por mais tempo, o que os torna, muitas vezes, despreparados para enfrentar os desafios da vida. Precisamos considerar as novas expectativas, perfil e características da população jovem, além do surgimento de novas profissões na mesma medida em que muitas estão desaparecendo. Além disto, o mercado de trabalho vai claramente na direção da redução do emprego convencional. Portanto, as experiências profissionais dos avós e pais terão relativa utilidade.

Tecnologia como aliada

Os avanços tecnológicos, globalização e novas formas de se comunicar oferecem oportunidades para ambas as gerações. Os mais idosos tem hoje inúmeras alternativas de intercâmbio cultural, turismo e viagens pelo mundo. Os mais jovens devem se internacionalizar o mais rápido possível. Experiências com outras culturas representam um ativo importante no processo de formação.

Enfim, a relação de desafios e oportunidades não se esgota com estas acima relacionadas. Existem muitas outras. Mas fica aqui uma provocação para que o assunto comece a fazer parte dos diálogos familiares. Especialmente com os celulares, computadores e TVs desligados.

 

E mais…

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Portanto. Entretanto. Todavia. Portanto. Entretanto. Todavia. 

Renato Bernhoeft é escritor, consultor e avô experiente, autor de 16 livros nas áreas de empresa familiar e qualidade de vida

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