Avós mestres, neto professor

Professor
O avô Mildo entre o autor e sua mãe Marilene – o exemplo que inspirou o neto na escolha da profissão e na compreensão do mundo

Por Arthur Consiglio Campelo

O neto que se inspirou nos avós para buscar seu próprio caminho

Durante minha vida, criei uma ótima relação com meus avós, tanto maternos quanto paternos. Se me tornei o que sou hoje, existe grande influência deles nesse processo. Sou professor de Educação Física e amo a minha profissão, amo fazer parte do cotidiano de crianças e poder dizer que contribuo com a educação do futuro da sociedade.

Três de quatro dos meus avós foram professores, e em especial gostaria de escrever sobre os dois que conviveram por mais tempo comigo.

Vovô Mildo Consiglio era contador e professor, chegou a lecionar anos no ensino superior e, com seu excelente bom humor e didática, cativava os alunos. Já vovó Cleonice Campelo possuía uma postura impecável, suas aulas de história e geografia conseguiam atingir para muito além da sala de aula.

Professor

O autor com a avó Cleonice

Ao final do mês de março deste ano, em uma única semana, perdi esses dois pilares de minha vida, exemplos de superação e de não se deixar abalar por problemas que enfrentaram.

Naquela mesma semana, havia recebido o convite do Prisma – Centro de Estudos do Colégio Santa Maria, para ministrar aulas sobre condicionamento físico para pessoas com mais de 50 anos.

Assim, um dia após o falecimento da simpatia da família, meu avô, e uma semana após a última risada de minha avó, iniciei o curso e ganhei cinco novas avós para cuidar.

Novas Avós

Sou jovem, completo 27 anos em 2021, e o sentimento de compartilhar vivências com as pessoas de maior idade faz parte do meu cotidiano. As aulas de condicionamento físico são ministradas pelo ambiente virtual, mas nem por isso deixam de existir momentos para troca e conversas.

Pelo contrário, posso dizer que a criação de vínculo afetivo foi muito forte, assim os movimentos e também as emoções fazem parte das práticas. Hoje, carrego e dou total atenção às minhas alunas, espelhando o sentimento de carinho que sempre tive pelos meus avós.

Devemos cuidar sempre dos nossos e daqueles que estão por perto. As pessoas de maior idade vão perdendo a motivação para certas atividades, assim como o convívio com pessoas.

Sendo professor, me sinto na função de incentivar a prática de exercícios físicos que promovam saúde e bem-estar, alinhados ao acolhimento e escuta para fortalecer também o lado emocional, deixando claro que existe uma pessoa com quem elas podem conversar e contar.

Esse encontro de gerações faz perceber que o mundo necessita de mais sorrisos e momentos de carinho.

A pandemia pode ter afastado muitas pessoas, como me afastou dos meus avós, mas aproximou outras, a exemplo do meu novo grupo de alunas.

Saudade é o amor que fica, as histórias continuaram sendo contadas e compartilhadas, basta você querer ouvir o outro.

Então. Pois. Então. Pois. Então. Pois. Então. Pois. Então.  Pois. Então. Pois. Então. Pois. Então.

Então. Pois. Então. Pois. Então. Pois. Então. Pois. Então.  Pois. Então. Pois. Então. Pois. Então.

E mais…

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Então. Pois. Então. Pois. Então. Pois. Então. Pois. Então.  Pois. Então. Pois. Então. Pois. Então.

Então. Pois. Então. Pois. Então. Pois. Então. Pois. Então.  Pois. Então. Pois. Então. Pois. Então.

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Arthur Consiglio Campelo é professor de Educação Física do Colégio Santa Maria e do Prisma – Centro de estudos

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