Dr. Beny Schmidt: nosso tempo é o tesouro da vida

Conhecedor da mitologia, o autor lembra Epicuro: a morte não existe para quem está vivo e, quando acontece, nós é que já não existimos

● Palavra de especialista

 

► Os tesouros da vida são o nosso tempo e a qualidade de viver. Por maior prazer que as lembranças possam nos proporcionar, por melhor que seja praticar o saudosismo numa roda de amigos, contando histórias e estórias que não aconteceram, nada pode ser melhor do que aproveitar cada minuto novo do nosso tempo.

Ser avô também é descobrir que a humildade em demasia é um desserviço à nossa reta final. Com o passar dos anos a sabedoria se apresenta a todos os seres vivos. Longe da prepotência, devemos cativar com carinho o agradecimento de cada segundo que nos foi oferecido.

Ao invés de: “um dia vou falar inglês”… diga: “eu falo razoavelmente bem inglês”. No lugar de: “vou entender essa questão um dia”… “eu tenho uma ideia do que ela representa”, e isso é o sinal verde para desfrutar nosso tempo com qualidade de viver.

A maturidade nos mostra que as perdas, os insucessos, os desamores, são parte da nossa jornada e não devem ser supervalorizados. Enquanto que os sucessos e todas as vitórias não devem ser incessantemente enaltecidos, pois não sobraria espaço para as novas conquistas.

Quanto ao fim.

Simples assim.

Se o medo da morte numa noite fria bater à sua porta lembre-se, quem sabe, de Epicuro, filósofo grego: “A morte não significa absolutamente nada, pois quando estamos vivos a morte não existe, e quando ela acontece, somos nós que não existimos”.

 

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