Dr. Ricardo: telemedicina, o que é e como funciona

Telemedicina
Segundo o autor, a inovação tão em voga este ano traz vantagens para médico e paciente e com grande potencial para o futuro

Por Ricardo Queiroz Kühni Fernandes

Palavra de especialista: a comunicação a serviço da saúde

A telemedicina (tele, do grego, significa distância) diz respeito ao uso de tecnologia da informação e da telecomunicação para permitir a atenção médica a pacientes e/ou outros profissionais de saúde situados em locais diferentes, muitas vezes bem distantes um do outro.

Antes restrito aos computadores e seus aplicativos como o Skype, a chamada de vídeo ou videoconferência é uma tecnologia cada vez mais acessível e utilizada por todos.

Principalmente em decorrência do uso difundido dos smartphones e da possibilidade de realizá-las por aplicativos de comunicação mais conhecidos, como Whatsapp, Messenger, Telegram e outros.

É importante ressaltar que a tecnologia utilizada para realização da telemedicina deve seguir a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), garantindo a segurança e o sigilo das informações, diferentemente do que acontece com as citadas chamadas de vídeo em geral.

Em outras palavras, a telemedicina permite a realização de atendimento mesmo, por exemplo, com o médico estando no seu consultório em São Paulo e o paciente de férias no litoral pernambucano – ou se estiver em isolamento devido à pandemia, situação pela qual estamos passando atualmente.

Apesar de em algumas situações não substituir a necessidade de um atendimento presencial, principalmente quando é preciso realizar o exame físico, a telemedicina já é uma modalidade amplamente utilizada nos Estados Unidos, com o aval bem definido de órgãos reguladores.

No Brasil, a sua implementação aconteceu devido à pandemia pelo novo coronavírus, justamente como ferramenta para garantir o atendimento médico sem que o paciente precise sair e se expor ao risco de contaminação.

Telemedicina encurta distâncias

A utilização da telemedicina é possível para várias especialidades e o uso da ferramenta traz vários benefícios tanto ao paciente quanto como para o médico, principalmente se ambos vivem em uma cidade populosa como São Paulo.

Vamos dizer que o paciente tenha uma consulta às 7h da manhã. Ambos terão que acordar antes (a depender da distância, bem antes), enfrentar trânsito ou transporte público que talvez esteja lotado e refazer o percurso na volta, gastando um considerável tempo do seu dia.

Pela telemedicina, o paciente vai entrar em contato com o médico no horário determinado através do seu smartphone, tablet ou computador e usar o tempo que perderia no trajeto para seu autocuidado ou outras atividades.

A telemedicina pode ainda permitir que o paciente, em caso de algum sintoma de início abrupto, faça uma triagem médica antes de ter que ir até o pronto atendimento, expondo-se menos ao risco de contaminação.

Pacientes acamados ou com dificuldade de locomoção também podem se beneficiar. Ampliando os horizontes, a telemedicina pode permitir que áreas antes escassas de profissionais (como o interior e populações ribeirinhas da região Norte) recebam cuidados e atenção à saúde de qualidade.

Por fim, é uma tecnologia que tem um potencial enorme de utilização em um país com dimensões como as do Brasil, mas que deve ser regulada para garantir a qualidade do serviço prestado à população brasileira.

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Ricardo Queiroz Kühni Fernandes é psiquiatra da Prevent Senior

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