Dra. Ana: estímulos cognitivos e Alzheimer

Cognitivos
Segundo a autora, que é geriatra, deixar uma pessoa com Alzheimer alheia ao que acontece ao seu redor piora a condição da doença

Por Ana Catarina Quadrante

Palavra de especialista: atividades diárias devem ser mantidas

Apesar de acometer 35 milhões de pessoas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Alzheimer, infelizmente, ainda é uma doença sem cura. O tratamento se limita a frear e/ou amenizar os sintomas. Cognitivos.

Estes podem incluir desorientação, ansiedade, impulsividade, episódios de agressividade e delírio, além da comum perda de memória.

A primeira reação ao conviver com tais manifestações, ainda que inconsciente, talvez seja afastar os pacientes de suas atividades diárias, almejando garantir-lhes certa tranquilidade. No entanto, tal atitude pode ter efeito reverso.

Explico utilizando uma analogia. É como aprender uma língua estrangeira. Quando não praticada com frequência, perde-se a habilidade de utilizá-la.

O mesmo ocorre no caso de uma pessoa com Alzheimer. Quanto mais alheia a deixarmos às situações, mais comprometida ficará sua capacidade cognitiva, exatamente por não estar sendo estimulada.

Manter os pacientes ativos socialmente, fisicamente e cognitivamente é parte essencial de seu tratamento. Estudos apontam que eles podem, assim, ter uma redução de 28% a 45% na incidência da doença.

Então, em vez de privá-los de conversas que podem confundi-los ou deixá-los agitados, é preciso incluí-los em bate-papos que acionem sua memória. Pode ser questionando-os sobre sua infância ou relembrando alguma receita de família.

Outra atividade benéfica, nesse sentido, pode ser uma curta caminhada pelo bairro para que o paciente reconheça sua vizinhança e socialize, ainda que brevemente. Isso, é claro, em um contexto livre do coronavírus.

Alzheimer na pandemia Cognitivos

Assim como os idosos de uma forma geral, pacientes com Alzheimer têm sido especialmente afetados pelas medidas de isolamento social por causa da pandemia da Covid-19.

As caminhadas e a socialização citadas acima precisaram ser suspensas, o que pode gerar irritabilidade e ansiedade, além de desregular o sono. Familiares e cuidadores devem ser especialmente atenciosos com essas pessoas nesse momento complicado, utilizando-se de outros estímulos.

Tratando de atividades físicas, os exercícios podem ser substituídos pela dança. Coloque uma música que o idoso reconheça, alguma antiga de seu artista favorito, e o chame para dançar. A ideia é que o paciente se movimente, mas que se divirta ao mesmo tempo. Atividades como crochê, tricô, pintura e quebra-cabeças também são ótimas pedidas!

Outro recurso a ser vastamente utilizado é a tecnologia, seja para exibir fotos com lembranças ou para se comunicar com entes queridos. O contato com o mundo externo é de extrema importância nesses casos, já que estimula os pacientes a “manter os pés no chão” e lembrar daquilo que já viveram e do que estão vivendo.

Evite, no entanto, expô-los a noticiários e programas sensacionalistas. Ouvir sobre o avanço do coronavírus e as mortes diárias podem causar angústia extrema, deixando-os inquietos. Foque em programas divertidos e leves.

Vale ressaltar que cada paciente dever ser considerado como único. Seu tratamento precisa ser totalmente adaptado para sua rotina e condição, considerando especialmente em qual das fases do Alzheimer ele se encontra. Apesar disso, vale trocar figurinhas com outros cuidadores e familiares de pacientes.

A doença já atinge 1,2 milhões de brasileiros, segundo a Associação de Brasileira de Alzheimer, ou seja, toda ajuda é bem-vinda para que possamos melhorar a qualidade de vida dessas pessoas.

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Ana Catarina Quadrante é geriatra e coordenadora médica da Cora Residencial Senior; formou-se na Faculdade de Ciências Médicas de São Paulo e fez residência em clínica médica no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e, também, em geriatria e gerontologia; tem pós-graduação em aperfeiçoamento em cuidados paliativos pelo Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa; atuou como clínica médica do Instituto do Câncer de São Paulo e como médica geriatra nos hospitais Santa Cruz, Sírio-Libanês e Alemão Oswaldo Cruz; além disso, também foi médica da equipe de cuidados paliativos do Hospital Metropolitano do Butantã

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