E quando falha a memória?

Memória
A causa do Mal de Alzheimer pode ser a morte de neurônios, explica o autor, que aconselha a adoção de hábitos saudáveis como prevenção

Por José Eduardo Riceto

Palavra de especialista: é raro antes dos 60 anos e a genética influencia

Planejar as tarefas do dia a dia ou reconhecer ambientes que sempre foram familiares podem começar a se tornar um desafio para determinadas pessoas. Essas podem ser características de uma alteração cognitiva, chamada Mal de Alzheimer, que afeta sobretudo a memória.

Pequenas tarefas, como lembrar o nome de um parente distante ou os detalhes do último episódio da novela, começam, pois,  a exigir um esforço maior do cérebro.

Uma vez que a pessoa percebe os sintomas, surge a pergunta: porque eu tenho isso? Ainda é difícil explicar o motivo pelo qual a doença aparece, mas ela tem se tornado cada vez mais comum. Então, a suposição é que pode estar relacionada à morte de neurônios devido ao acúmulo de uma substância – o que afetaria diretamente a memória.

A ciência ainda precisa evoluir no entendimento sobre o Mal de Alzheimer, o que pode fazer com que o diagnóstico seja muito mais baseado na história contada pelos pacientes e familiares – mas sempre tendo a ajuda de exames específicos.

Possíveis causas memória

É raro o Alzheimer surgir antes dos 60 anos, mas o fator genético pode influenciar bastante. Ter um parente de primeiro grau com a doença aumenta entre 10% e 30% as chances de desenvolvê-la, e ter dois ou mais irmãos triplica o risco!

Normalmente, quanto mais tarde o problema começa, mais lento será o declínio cognitivo. A boa notícia é que há maneiras de preveni-la, mantendo hábitos de vida saudáveis. Procure cuidar da alimentação, então, mantendo uma dieta adequada e controlando os fatores de risco de doenças cardiovasculares.

Como prevenir memória

Não é novidade, decerto, que priorizar uma vida ativa também só traz benefícios para a saúde. Quem pratica atividade física pode ter menor incidência e menor prevalência na queda da cognitivo e, consequentemente, do Mal de Alzheimer.

As pessoas mais ativas podem, por isso, ter uma redução de 28 a 45% em comparação aos menos ativos. Outra hipótese apontada em estudos é que atividade física pode ajudar uma área do cérebro responsável pela memória.

Por isso, não perca tempo e se cuide! Nunca é tarde para melhorar a rotina alimentar, rever suas escolhas e movimentar o corpo. Uma vida saudável só traz ganhos para corpo, mente e saúde.

E mais…

Veja também no portal avŏsidade:

Dr. Fabio Ancona: cuidar dos netos faz bem à saúde

Dr. Octávio Neto: cuidados para evitar um AVC na maturidade

Dra. Elizabeth Monteiro: o rompimento de vínculos familiares

Dr. Beny Schmidt: a qualidade da morte

Dr. José Francisco Saraiva: o que é a fibrilação atrial

Acompanhe o portal avŏsidade também no Facebook!

 

José Eduardo Riceto é médico clínico geral da Cia. da Consulta

Posts relacionados

*

Topo