Fibrose Pulmonar Idiopática: recebendo a notícia

Fibrose
A vida continua: a FPI não tem cura, mas tem tratamento, que pode desacelerar a progressão da doença

A informação é o melhor caminho, de forma segura e com foco nos sintomas

Diante de um diagnóstico de doença crônica e progressiva, como a Fibrose Pulmonar Idiopática (FPI), paciente e a família costumam se informar sobre possibilidades de tratamento, a gravidade do quadro e as possíveis mudanças na rotina.

Mas há algo que deve ser considerado antes de tudo isso, e que pode fazer toda a diferença nas etapas seguintes a serem enfrentadas: de que maneira dar e receber a notícia?

Como temos visto aqui, a Fibrose Pulmonar Idiopática acomete principalmente homens, acima dos 60 anos, não tem uma causa definida (como o próprio termo indica), caracteriza-se pela formação de tecido fibroso nos pulmões – que causa insuficiência respiratória, e, apesar de não ter cura, tem tratamento para reduzir sua progressão.

Não se pode dizer que seja fácil para o paciente e também para sua família receber um diagnóstico como esse. Mas é possível lidar com essa notícia de forma mais segura e sem se deixar tomar pelo desespero. A informação é o melhor caminho.

A FPI tem tratamento Fibrose

“Ao receber o diagnóstico de uma doença crônica como a FPI, o melhor é que o paciente foque no fato de que ela tem tratamento – e existem alguns medicamentos que podem que reduzir a progressão da doença em até 50%. O diagnóstico precoce favorece muito a convivência com a doença e dispor-se a uma mudança de hábitos alimentares e comportamentais também é fundamental para uma melhor qualidade de vida dentro desse quadro”.

Quem dá esse valioso conselho é o pneumologista Adalberto Rubin, especialista na doença e chefe do serviço de pneumologia da Santa Casa de Porto Alegre, RS.

Ele acrescenta que manter um estado de ânimo otimista é uma atitude positiva e que deve ser adotada também pela família e as pessoas que convivem com o paciente, pois isso vai lhe dar a segurança necessária para enfrentar esse novo momento da vida.

O especialista ressalta ainda que, além de tato e sensibilidade no momento de passar o diagnóstico, o profissional de saúde deve fornecer o máximo possível de informações sobre a doença ao paciente e seus familiares.

Deve também destacar os avanços científicos conquistados recentemente e a importância da compreensão e colaboração de todos os envolvidos para que o tratamento alcance o nível máximo de sucesso. A informação gera a segurança necessária para lidar com a doença, explica o especialista.

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