Gerações e pandemia

Gerações e pandemia
Avô escritor compara as reações de seus sete netos, alguns já adultos, outros ainda pequenos, ao refletirem juntos sobre o momento

Por Renato Bernhoeft

Avô pergunta aos netos como é sua experiência na quarentena

A Covid-19 nos trouxe, como avós, uma experiência inédita. Afinal, é provável que nenhum de nós, mesmo que próximos 100 anos, tenha nos seus registros algo similar ao que estamos vivendo neste momento de nossas vidas. Gerações e pandemia.

Ultrapassamos muitas crises, como guerras, atentados, golpes, ditaduras, abalo financeiro etc. Mas, com as características da atual, com certeza, ela é inédita para todos nós.

Encarar um isolamento total, sendo ainda considerados como a população de risco pela idade, é repleto de novidades e dúvidas.

Nem todos têm conseguido enfrentar de forma muito positiva. Embora haja orientações sobre as maneiras de encarar o momento – leituras, filmes, trocas de mensagens virtuais, reflexões etc. – nem sempre são suficientes para gerar uma atitude positiva.

Afinal, somos uma geração acostumada ao contato direto, tanto individual como coletivo, com abraços, beijos e tantas outras manifestações de carinho.

E o seu ineditismo é que, também para os netos, também é novidade. O que pode nos levar a descobrir de que forma esta situação nos impacta diretamente.

E o que desejo compartilhar é uma experiência vivida com os netos.

Pedi a cada um dos meus sete netos, com idades variando entre 21 e 10 anos que me contassem de que maneira estavam vivendo e encarando este momento.

Reflexões do isolamento

Foi interessante verificar e ouvir as suas reflexões.

Para os que já estavam fora da casa dos pais, foi um retorno forçado na convivência.

Descobrir e falar de experiências sobre as quais a autonomia já parecia não fazer sentido. Houve uma reaproximação com visões muito surpreendentes, de ambas as partes.

Para os mais novos, o maior desafio foi estabelecer uma convivência e compartilhamento com os pais, através de brincadeiras, jogos, contação de histórias e ver filmes de interesse comum. Principalmente a substituição da convivência com amigos e na escola.

Enfim, o que realmente me chamou a atenção é o fato de que, embora de gerações tão distantes e diferentes, a pandemia nos colocou diante de algo inédito, para o qual nenhum de nós estava preparado.

Fica aqui uma sugestão para mais um diálogo interessante neste momento que vivemos.

Quem sabe até possa valer a pena registrar sob alguma forma – escrita ou visual – para uma avaliação no futuro.

Então. Pois. Então. Pois. Então. Pois. Então. 

Então. Pois. Então. Pois. Então. Pois. Então. 

E mais…

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Então. Pois. Então. Pois. Então. Pois. Então. 
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Então. Pois. Então. Pois. Então. Pois. Então. 

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Renato Bernhoeft é escritor e consultor, fundador da Höft Consultoria e autor de 16 livros nas áreas de empresas familiares e qualidade de vida, além de ser um avô experiente

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