Nós, as mães

Mães
Uma crônica de Dia das Mães, com histórias de mães muito conhecidas, sejam reais ou de ficção, e outras simplesmente mães

Por Elisabete Junqueira

As mães e as suas buscas incessantes pela felicidade dos filhos

A pandemia e as incertezas que nos cercam são avassaladoras, testam os limites de todos, especialmente das mães, que incorporaram à labuta diária tantos outros afares que são difíceis de contar. Vamos imaginar, em um exercício de empatia, os grandes desafios das mães, as da ficção e as da vida real. Ou será o inverso?

Entre as mães da literatura brasileira há algumas que são atualíssimas, dentro do cenário incerto que viveremos no próximo “Dias das Mães”.

Sinhá Vitória, de Vidas Secas, de Graciliano Ramos. Ela tem muito a nos ensinar. Sua história se passa em um Brasil inóspito que não parece tão distante do atual.

Hoje, muitas mães criam seus filhos nas comunidades das grandes cidades em condições extremamente precárias. Se os filhos de sinhá Vitória sofriam a inclemência da seca, da fome e desigualdade social, os filhos das mães da periferia são abatidos pela violência e pela criminalidade que lhes ceifam a vida antes que comece a desabrochar.

Ana Terra, personagem da Trilogia do Tempo e Vento, de Erico Veríssimo, também tem um lugar de destaque. A capacidade de resistir e recomeçar. Vítima de uma guerra feita por razões torpes, deixando às mulheres o desafio de formar novas famílias e escrever a história de um povo.

Na vida urbana, a personagem Dona Lola, do romance Éramos Seis, de Maria José Dupré, representa e muito as donas de casa brasileiras de épocas passadas ou mesmo dos nossos dias que se desdobram para prover os filhos de tudo, amor, proteção e cuidados.

Quantas Donas Lolas existem dentro de todas nós? Arrisco a dizer que são muitas.

Agora, as mães de verdade

Das mães reais, Anna Nery nos inspira… e muito. Ela é a pioneira da enfermagem no Brasil.

Dois dos seus filhos eram oficiais do Exército brasileiro e seguiram para o campo de luta na longínqua Guerra do Paraguai.

Para ficar próxima aos filhos, Anna requereu às autoridades que lhe fosse dado o direito acompanhá-los durante os combates, ou, que ao menos, ela pudesse prestar serviços nos hospitais mais próximos.

Pedido aceito, Anna partiu de Salvador/BA incorporada aos Voluntários da Pátria como enfermeira e viu um de seus filhos morrer na luta.

Quantas Annas estão nos ajudando para que os nossos filhos e netos voltem com vida da batalha contra o covid-19?

No campo da ciência, a jovem mãe e cientista reconhecida mundialmente, Carolina Horta Andrade também se soma a todas as mães nos muitos campos de batalhas.

Seu foco é a pesquisa e o desenvolvimento de medicamentos eficazes no combate a doenças como tuberculose, malária, esquistossomose e leishmaniose.

São doenças que nos acometem há muito tempo e que graças à atuação de importantes cientistas teremos nossas vidas preservadas e com melhor qualidade.

E nós, as mães e as avós, também somos especiais, cada uma do seu jeito, e continuamos fazendo o melhor pelos filhos e netos, e pelo País.

Que o nosso dia seja tranquilo, sem sobressaltos, com o coração aquecido pelo amor que sentimos pelos nossos, com a esperança de que o melhor está por vir.

Feliz Dia das Mães!

Foto: Grazi Ventura

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