Os avós melhoram os netos

Avós
O pequeno Pedro, no colo dos avós, mostra para a mamãe Gabriela que a avosidade significa apenas uma coisa: muito amor, em dobro

Por Gabriela Buitron

● Amor de avós e netos não se controla, se vivencia 

► Das maiores lembranças da primeira infância, eles sempre estão presentes. Acolhendo, confortando e abraçando. Os avós são marcantes, são como fortalezas, onde sempre podemos nos proteger dos dragões da vida. E também são frágeis como velhinhos, que aos olhos das crianças, enxergam mais idade do que certamente têm.

Com o passar dos anos, as gerações de avós têm mudado bastante. Hoje muitos avós trabalham e não podem simplesmente assar um bolo de chocolate no meio da tarde ou mesmo negociar um dia de folga da escola para ir passear no parque. Mas, para compensar essa rotina, eles estão presentes sempre que podem e até quando não podem.

Adiam reuniões. Remarcam compromissos. E deixam qualquer viagem de lado para acompanhar de perto o crescimento dos pequenos. São eles também que colaboram para os jantares românticos dos papais. Ou mesmo criam oportunidades para os pais, apenas para ficarem com os netos.

Controlando os avós

É assim que acontece lá em casa desde que o Pedro chegou. Eu fui mãe aos 27 anos e não imaginava que mais do que me tornar mãe, faria de meus pais grandes avós. Acho que chega um momento da vida em que precisamos ser avós. O relógio biológico grita, assim como o da maternidade ecoa.

Avós

Pedro com o vovô Edu e com a vovó Marília

Não é tão simples assim explicar para o seu pai que ele não pode dar coxinha pro seu filho às 10h da manhã. E nem é fácil dizer para a sua mãe que não é bacana um brinquedo novo toda vez que o vê, assim, sem motivos especiais. Mas, como controlar esse amor e esse chamego todo que eles têm pelo Pedro? E, do outro lado, como tentar dosar essa paixão do Pedro pelos avós, pelo porto seguro dele, pelo colo e pelas vontades atendidas?

Desisti. Não controlo. Não doso. Não critico. E, principalmente, não julgo. A vida tem diversas fases que merecem ser vividas em toda a sua intensidade. Em toda sua paixão. E essa é a deles, de serem avós. De fazerem de novo. Mais do que fizeram por mim e pela minha irmã, com mais maturidade, com mais experiência, com mais amor, um amor duplo, que é o amor de mãe, de pai, mais o de avô, de avó.

Amor ao quadrado

Eu não sabia como era o amor de mãe, nem imaginava, até sentir. Quando o Pedro chegou, naquela semana, só pedia perdão aos meus pais pela quantidade de vezes que os julguei mal.

Que os desobedeci, que fui grossa ou faltei com respeito. Foi nesse momento que percebi o quanto de amor e dedicação e noites inteiras eles doaram a mim. Para que eu crescesse saudável. O quanto deram de suas horas a mim.

De seu dinheiro ao meu sustento e estudos. E o quanto priorizaram a mim e a minha irmã, em diversos momentos da vida. Eles proporcionaram a nós oportunidades que não tiveram. E tenho orgulho deles por isso.

 

Avós

 

E acho que ser avó será igual. Por isso, já me antecipo e não tento mais julgá-los ou critica-los. Quando forem os meus netos, eu saberei que vou mimar e cuidar e fazer exatamente do jeito que eles fazem.

Que mal tem comer um bolo de chocolate sempre que vierem à minha casa, não é mesmo? Na casa dos avós, sempre pode! São as nossas maiores e melhores lembranças!

E mais…

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Gabriela Buitron é jornalista, trabalhou em grandes empresas como editora e coordenadora de conteúdos segmentados. É mãe do Pedro, filha de Eduardo Buitron e Marilia Moreira. Neta de Maria Helena e Luiz Moreira (mãe), e de João Buitron e Alayde Buitron (pai). A vovó Alayde, bisa do Pedro, completa 94 anos em 2017

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Um comentário

  1. Roberta said:

    Amei o texto, Gabi! Também sinto assim aqui em casa em relação aos meus pais – o vovô Ado e a vovó Elo.

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