Um lugar para dar asas à imaginação

O museu não é de contemplação, mas de muita interação, e as crianças se movimentam o tempo inteiro e dão canseira nos acompanhantes

Por Jorge Luiz de Souza

● Programa de vǒ: o Museu da Imaginação

► Só o nome já é uma boa ideia: Museu da Imaginação. As crianças e até mesmo os maiorzinhos, que já estão chegando à adolescência, adoram. Fiz dias atrás um test drive com dois netos e não deu outra – saíram falando que aquela tarde foi “ótima”.

O segredo desse sucesso é que são muitas opções, todas essencialmente brincadeiras, mas que têm o dom de despertar a criatividade de quem brinca. As fórmulas são novas e surpreendentes, com grande variedade, e nada é óbvio nem repetitivo.

São 14 “estações lúdicas”, segundo a nomenclatura dos idealizadores. Há muitos monitores, mas não é uma visita guiada. O roteiro é livre, podendo a criança repetir a mesma “estação” quanto quiser.

E elas sempre querem “de novo”. Mas nunca é igual à vez anterior, e esta é a graça do lugar, inventado para percorrer as infinitas possibilidades da imaginação. Os visitantes também podem seguir seu roteiro entre as estações na ordem que quiserem.

Um museu muito diferente

O alto nível do projeto é confirmado pela presença de exposições e instalações de artistas como Adriana Rizkallah, Guto Lacaz, Norma Grinberg, Paulo Mercadante, Ninetta Rabner e Didu Losso, com curadoria de Bel Lacaz.

Fica em São Paulo, num galpão de 2 mil metros quadrados, no bairro da Lapa, próximo à Marginal do Tietê. Diferentemente dos museus tradicionais, neste ambiente as obras de arte podem ser tocadas e remexidas pelas crianças, porque são feitas para brincar.

É um empreendimento privado e cobra ingressos, que são caros – mas valem o que custam. As sócias Anna Frigo e Andrea Lopes têm planos de baratear o museu com apoio de programas de incentivo e patrocínio.

Elas pesquisaram museus voltados para crianças em várias partes do mundo e concluíram que sua ideia de dar asas à imaginação das crianças contribui para criar futuros cidadão “mais críticos e mais empreendedores”.

Bom desde o começo

A primeira impressão conquista as crianças e seus acompanhantes. Para entrar nas “estações”, os visitantes passam por uma instalação de arte de Guto Lacaz, em que se pode tocar, interagir e reagir aos estímulos. Periodicamente, haverá outras exposições.

As estações lúdicas proporcionam atividades e brincadeiras como, por exemplo, contação de histórias em volta da fogueira, acompanhar o que acontece no interior de uma árvore e ver a passagem das estações do ano por meio de projeções.

 

Imaginação

A mesa maluca, um desafio ao sentido de equilíbrio – Foto de Fernando Ctenas

 

Mas a estação mais disputada é a da música, em que as crianças dispõem de uma “banda de garagem” completa. E são convidadas a entrar em contato com instrumentos musicais de verdade (teclado, guitarra, bateria, microfone para cantar etc.).

A estação das bicicletas tem um jogo virtual num telão, induzindo uma dinâmica coletiva e colaborativa entre os participantes com objetivo altruísta. Outra estação ensina de maneira muito criativa o uso dos recursos naturais escassos, como água e energia.

Há planos para a realização de oficinas de artes e workshops para crianças e adultos.

Serviço

As visitas duram três horas que podem ser pela manhã (das 10h às 13h) ou à tarde (das 14h às 17h), de terça a domingo, e devem ser agendadas pela internet ou pelo telefone.

Neste mês de julho há pacotes de férias com “período integral” (das 11h às 16h, com alimentação)

Endereço: Rua Ricardo Cavatton, 251 – Lapa – São Paulo – SP

Preços:
– crianças até 2 anos não pagam, e de 3 a 12 anos pagam meia entrada (R$ 80);
– adultos acompanhantes pagam R$ 50;
– confira também os pacotes de férias com período integral e alimentação incluída.

 

 

Se você gostou deste texto e quiser ser informado em primeira mão das novidades do site avǒsidade, clique aqui e envie seu e-mail.

 

E mais…

Leia também no portal avǒsidade:

Declaração de amor aos pequenos leitores

Pra curtir com os netos, viagem de trem

Brincando com o mouse (não o Mickey)

Xô terrorismo, uma canção de ninar belga

Estimulando a criatividade das crianças

 

Jorge Luiz de Souza é jornalista, editor do portal avǒsidade e avô de Mateus, Sofia, Rafael, Natalia e Andrew

Posts relacionados

*

Topo