A confraria da alegria

Bianca com o vovô Zanoni: cumplicidade é a marca registrada da convivência entre netos e avós

Por Zanoni Antunes

► Tenho um amigo que dizia não entender toda essa movimentação por causa dos netos. Achava que havia um certo exagero, uma forçação de barra nessa coisa familiar. Isso durou até o primeiro neto. Já no primeiro dia deixou de achar que todos os bebês (ou netos) eram iguais, “com cara de joelho”. Confraria.

Hoje integra – orgulhoso – o grupo dos vovôs babões e bate recordes de publicações com fotos do netinho nas redes sociais. Para quem achava que um neto só se curte depois dos dois, três anos de vida, a sua conversão foi muito rápida.

No fundo sempre achei que esse comportamento escondia um medo da condição de ser avô, título pelo qual só pode ser exercido após uma certa idade… Puro charme. História de quem não quer dar o braço a torcer.

Toda essa introdução serve apenas para dizer o óbvio: é muito bom ser avô. E nos leva ao ponto comum de achar que nossos netos são especiais e únicos na face da terra. E são. Eles nos remetem à continuidade da jornada, a reflexões e a própria perpetuação da espécie. A “nossa” espécie. Legado de nossa existência.

Tenho duas filhas e uma única neta. Desde os seus primórdios, desenvolvemos uma relação de cumplicidade. Cumplicidade, aliás, é a marca registrada da convivência entre netos e avós. E exercida diariamente dos gestos mais simples aos ternos olhares.

Espaçosos confraria

Os netos são espaçosos, ocupam as nossas conversas sem pedir licença. Quando você se dá conta, já mobilizou a prosa com os amigos, conhecidos e até desconhecidos. O típico avô não perde a oportunidade de contar as peripécias do neto nem para um estranho.

E sem essa de dizer que os avós estragam os netos com a sua permissividade. Apenas exercemos a tolerância, a paciência e a alegre convivência que muitas vezes não tivemos com as matrizes, os filhos.

Não que sejamos menos rigorosos, menos educadores. Muito pelo contrário. Aprendemos com o tempo, com a experiência, uma forma mais suave, mais leve de ajudá-los e de educá-los. E, principalmente, alegre.

Deixo de contar aqui as histórias fantásticas da minha neta, nossas aventuras e passeios na Chapada dos Veadeiros. Seria redundância. Todas as histórias dos netos são fantásticas. Prefiro dizer que a cada dia que passa é uma dádiva, uma alegria sem fim.

Se você ainda não é um avô, não sabe o que está perdendo. Se é, aquele abraço. Você faz parte desta alegre confraria.

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Zanoni Antunes é jornalista e avô de Bianca

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2 Comentários

  1. Nair Suzuki said:

    A Bianca é feliz de ter um avô como você, Zanoni. Da minha parte, incluo-me feliz nessa alegre confraria à qual você se refere. E retribuo o seu abraço.

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