De repente, o Carnaval está chegando

Por Jorge Luiz de Souza

► Você já conhece a Galinha Pintadinha, o Mundo Bita, o Patati Paratá, a Turma da Mônica e tantos outros bem brasileiros. Se não conhecia antes, certamente foi apresentado a eles por seu neto. Pois agora você tem a chance de apresentar aos netos um grupinho de personagens que eles não conhecem: a Turminha da Floresta.

O casal Herbert Sousa e Augusta Abtibol, de Manaus, que se dedica ao entretenimento infantil, queria dar uma personalidade amazônica às suas animações e criou essa turminha que tem por quatro personagens inspirados em tipos que existem de verdade na floresta amazônica.

Eles são a Miss Cunhatã, que é uma menina índia; o Zé Caboquinho, que é um menino do interior, bem interior mesmo; o Pintado, que é uma onça pintada; e Rosinha, que é um boto cor-de-rosa, um lindo animal aquático dos rios da região.

Além de serem personagens de desenho animado, eles também são apresentados em shows e na animação, e é assim que também aparecem no DVD do grupo. Também já foram utilizados para ilustrar publicações e quadrinhos e até mesmo em um livro infantil.

E como o Carnaval bem brasileiro chega a todos os cantos do país, essa turminha também tem sua versão cantando marchinhas bem conhecidas de todos, que ano após ano voltam com toda força nesta época do ano.

Vamos então nos aquecer com a “Turminha da Floresta”?

 

Acompanhe as marchinhas

 

Alá-lá-ô
(autor: Haroldo Lobo)

Alá-lá-ô, ô-ô-ô, ô-ô-ô
Mas que calor, ô-ô-ô, ô-ô-ô
Atravessamos o deserto do Saara
O Sol estava quente
Queimou a nossa cara
Alá-lá-ô, ô-ô-ô, ô-ô-ô
Mas que calor, ô-ô-ô, ô-ô-ô

Viemos do Egito
E muitas vezes nós tivemos que rezar
Alá, Alá, Alá, meu bom Alá
Mande água pro iô-iô
Mande água pra iá-iá
Alá, meu bom Alá

 

Cabeleira do Zezé
(autores: Roberto Faissal e João Roberto Kelly)

Olha a cabeleira do Zezé
Será que ele é?
Será que ele é?
Olha a cabeleira do Zezé
Será que ele é?
Será que ele é?

Será que ele é bossa nova?
Será que ele é Maomé?
Parece que é transviado
Mas isso eu não sei se ele é

Corta o cabelo dele!
Corta o cabelo dele!
Corta o cabelo dele!
Corta o cabelo dele!

 

Ó abre alas
(autora: Chiquinha Gonzaga)

Ó abre alas
Que eu quero passar
Ó abre alas
Que eu quero passar

Eu sou da Lira
Não posso negar
Eu sou da Lira
Não posso negar

Ó abre alas
Que eu quero passar
Ó abre alas
Que eu quero passar

Rosa de Ouro
É que vai ganhar
Rosa de Ouro
É que vai ganhar

 

Balancê
(autores: Braguinha e Alberto Ribeiro)

Ó balancê, balancê
Quero dançar com você
Entra na roda, morena, pra ver
Ó balancê, balancê

Quando por mim você passa
Fingindo que não me vê
Meu coração quase se despedaça
No balancê, balancê

Ó balancê, balancê
Quero dançar com você
Entra na roda, morena, pra ver
Ó balancê, balancê

Você foi minha cartilha
Você foi meu a, b, c
E por isso eu sou a maior maravilha
No balancê, balancê

Ó balancê, balancê
Quero dançar com você
Entra na roda, morena, pra ver
Ó balancê, balancê

Eu levo a vida pensando
Pensando só em você
E o tempo passa e eu vou me acabando
No balancê, balancê

 

Mamãe eu quero
(autores: Vicente Paiva e Jararaca)

Mamãe eu quero, mamãe eu quero
Mamãe eu quero mamar
Dá a chupeta, dá a chupeta, ai
Dá a chupeta pro bebê não chorar

Dorme filhinho do meu coração
Pega a mamadeira e entra no meu cordão
Eu tenho uma irmã que se chama Ana
De piscar o olho já ficou sem a pestana

Eu olho as pequenas, mas daquele jeito
E tenho muita pena não ser criança de peito
Eu tenho uma irmã que é fenomenal
Ela é da bossa e o marido é um boçal

 

Me dá um dinheiro aí
(autores: Ivan Ferreira e Homero Ferreira)

Ei, você aí, me dá um dinheiro aí
Me dá um dinheiro aí
Ei, você aí, me dá um dinheiro aí
Me dá um dinheiro aí

Não vai dar?
Não vai dar, não?
Você vai ver, a grande confusão

Eu vou fazer, bebendo até cair
Me dá, me dá, me dá, (oi)
Me dá um dinheiro aí

 

Se a canoa não virar
(autores: Antônio Almeida e Oldemar Magalhães)

Se a canoa não virar
Olê olê olá
Eu chego lá

Rema, rema, rema, remador
Quero ver depressa o meu amor
Se eu chegar depois do Sol raiar
Ela bota outro em meu lugar

Se a canoa não virar
Olê olê olá
Eu chego lá

 

Jorge Luiz de Souza é jornalista, avô e já brincou outros Carnavais

Posts relacionados

*

Topo