Declaração de amor aos pequenos leitores

Obra de reflexão e de referência para pais, avós e educadores, livro orienta sem deixar de valorizar a inteligência do adulto e da criança

Por Jorge Luiz de Souza

● Um guia para o adulto que está entre o livro e a criança

► A autora chama de intermediário a pessoa que está entre o livro e os pequenos leitores. Ou que lê para a criança que ainda não sabe ler. É uma obra para armar o meio-de-campo de pais, avós, tios, educadores e todos os que já se convenceram da importância da leitura para crianças.

No livro “Habitar a Infância: como ler literatura infantil”, os capítulos são aglutinados por temas e assim cumprem o propósito mais profundo da obra, que é servir de reflexão e envolver os adultos no jogo da imaginação. Mas é também um livro de referência, com mais de 300 obras oferecidas com práticos índices de títulos e nomes de autores.

 

Neste novo vídeo, Graça Ramos lê um trecho do livro “Habitar a infância: como ler literatura infantil”, que será lançado nesta terça-feira, no Carpe Diem. Ela fala da preocupação com as leituras virtuais – as telas de smartphones e tablets que monopolizam a atenção de crianças e jovens.

Posted by Tema Editorial on Sunday, June 4, 2017

 

A jornalista e escritora Graça Ramos é mestre em Literatura e doutora em História da Arte. Ela reuniu todo o seu instrumental teórico e sua experiência pessoal para preparar essa obra que ela considera uma declaração de amor à leitura e aos pequenos leitores. São 68 textos, publicados originalmente no seu blog “A pequena leitora”, que ela manteve no portal O Globo em 2014 e 2015.

Cada um desses textos é pontuado por livros relacionados ao tema. Isso dá ao livro uma riqueza bibliográfica singular. “Quisemos oferecer orientação, sempre valorizando a inteligência do adulto e da criança”, diz Graça Ramos. E acrescenta que, no mundo conectado e dispersivo em que vivemos, a leitura é ato de “concentração e fruição”.

Sem imposição

Ela sugere aos adultos que não imponham a leitura às crianças. Diferentemente da educação formal nas escolas, o ambiente familiar, diz ela, deve ser estimulante para conquistar a adesão das crianças à leitura. “Um livro que faz uma criança rir com inteligência – besteira, não! – é fundamental”, afirma.

As dicas dela para os familiares das crianças são: colocar livros nas prateleiras mais baixas das estantes para que os pequenos possam alcançá-los. A iniciativa própria de se interessar por um livro é um bom começo, explica. “Aproximar o objeto-livro das crianças, desde bebês, é o caminho mais recomendado.”

 

Para falar do livro "Habitar a infância: como ler literatura infantil", que será lançado no próximo dia 6, ninguém melhor do que a própria autora, Graça Ramos. No vídeo, ela explica a opção pela divisão temática que caracteriza a obra e as informações úteis para pais, pesquisadores e educadores sobre a literatura dedicada a crianças e jovens.

Posted by Tema Editorial on Tuesday, May 30, 2017

 

Porém, a autora se define contra a visão utilitarista da leitura, “como se interessasse apenas formar futuros profissionais bem-sucedidos”. E defende a ideia de liberar o imaginário infantil, deixando que suas cabecinhas voem com textos e imagens irresistíveis. Aliás, em se tratando de literatura infantil, as ilustrações dão da maior importância, e o livro reflete esse entendimento.

A autora, na divulgação do livro, também se posiciona com relação às políticas públicas. Reclama da carência de bibliotecas especializadas nesse segmento e da ausência de espaços conhecidos como “bebetecas”, comuns em países desenvolvidos e destinados aos muito pequenos.

Serviço

Livro “Habitar a infância: como ler literatura infantil”
Autores: Graça Ramos, com capa, ilustrações e projeto gráfico de Sérgio Luz
Tema Editorial, ano 2017, 312 páginas, encadernação tipo brochura

Agenda de lançamento

Brasília, dia 6 de junho de 2017, às 19 horas
Restaurante Carpe Diem, Super Quadra 104 Sul

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Jorge Luiz de Souza é jornalista, editor do portal avǒsidade e avô de Mateus (4 anos), Sofia, Rafael e Natalia (2 anos), Andrew (1 ano) e mais o caçulinha que nasce em setembro

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