Dra. Elizabeth Monteiro: casos de cunhada na família

A autora tem longa experiência com crianças, pais e avós que atende em seu consultório, e experiência própria com seus 4 filhos e 6 netos

Por Elizabeth Monteiro

● Palavra de especialista

 

► Reza a lenda que, se cunhada fosse uma coisa boa, não começaria com a letra C e com a letra U (rsrsrs…). Brincadeiras à parte, é uma relação bastante complicada em grande parte das famílias.

Quando um filho se casa com uma pessoa que tem o mesmo nível cultural, social, financeiro e principalmente educacional de sua família, costuma ser mais fácil a aceitação da moça.

A sogra (no caso, a mãe do rapaz), sempre imagina uma princesa para o filho e, além disso, muitas sogras são uma verdadeira peste! Quando essa terrível combinação acontece, a casa cai.

O que vejo acontecer é uma coisa bem triste e leva muitas pessoas a acreditar que família a gente tem só quando os filhos ainda são pequenos.

Cunhadas… Não falarei aqui das boas cunhadas… Essas merecem o céu. Mas tem umas figurinhas!…

A pessoa entra para a família e logo começam as intrigas: colocam as pessoas umas contra as outras. São mulheres imaturas, inseguras, invejosas, más ou até mesmo apresentam alguma psicopatia. Transformam uma família organizada e feliz em uma família totalmente disfuncional, onde as relações ficam totalmente fragmentadas.

As cunhadas costumam controlar a vida de todos os familiares e colocam os seus companheiros contra os próprios pais e irmãos. Não contentes com isso, também incluem as crianças nessas brigas, afastando a família inteira.

Separam os irmãos, os primos e muitas vezes até os amigos. Estão sempre de olho no que o outro tem e no que lhe falta. Medem cada palavra dita e colocam palavras na boca dos outros.

Essas mulheres costumam desvalorizar os membros da família e os sentimentos das pessoas. Rotulam a todos: – O seu irmão é um folgado – A sua irmã tem inveja de mim – O seu sobrinho é mal educado e drogado – A sua mãe não gosta de você – O seu pai te explora… Vão enchendo tanto a cabeça do seu marido, insuflando tanto ódio e discórdia, que um dia… Buuummm!… A casa cai…

Essas pessoas são muito críticas, intolerantes e inflexíveis. Acabam gerando grandes desastres.

O que fazer com uma pessoa dessas na sua família? Não há o que fazer, pois elas não conseguem ouvir e não mudam o seu ponto de referência. Você só será respeitada enquanto for de interesse dela. Então, não se envolva! Não tome partido e deixe as cunhadas que se entendam.

É sempre bom evitar ou reduzir o número das reuniões familiares (o que é uma pena, pois as crianças precisam disso). Você pode se reunir com um filho de cada vez, ou então reunir só os netos (os primos), por exemplo. Nada de passar as férias com todos juntos! Pelamor de Deus!

Você já sabe tudo o que acontece quando se reúnem, então corte esse vício relacional! Não entre no papel onde as cunhadas querem te colocar!!!!!! Elas se odeiam entre si, mas se juntam quando for o caso de detonar você: a sogra!!!! E depois cada uma se fará de santa e de sua defensora, colocando você contra a rival.

Minha amiga, nesses casos o que dizem é verdade: Família a gente tem quando os filhos são pequenos. Cuide-se! Não se meta se quiser ser respeitada.

 

Elizabeth Monteiro é psicóloga e psicopedagoga, especialista em relacionamento entre filhos, pais e avós, autora dos livros “Criando Filhos em Tempos Difíceis”, “A Culpa É da Mãe”, “Cadê… o Pai Dessa Criança?” e “Avós e Sogras – Dilemas e Delícias da Família Moderna”, e tem quatro filhos e seis netos – e escreve todo mês no portal “avǒsidade”

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Um comentário

  1. Silvia Falcao said:

    Gostaria que fosse escrito sobre quando os filhos se casam com pessoas de outras religiões. Como todos devem agir? Acho legal esse tema.

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