Dra. Elizabeth Monteiro: encare a realidade

É o assunto do momento por causa da novela, mas ainda choca muita gente, e aqui é abordado corajosamente pela especialista do avǒsidade

Por Elizabeth Monteiro

Palavra de especialista

► Vamos lá!… Se atualize e encare a realidade.

Quando a gente envelhece e cisma em manter os credos, crenças, conceitos e definições que aprendemos lá em mil novecentos e bolinha, a vida fica muito difícil.

Antigamente, as coisas demoravam uns cinquenta anos para mudar. Hoje, algo que você aprendeu há cinco minutos pode não servir mais.

Quero discutir com você a questão da tão falada transexualidade. E pra ir direto ao assunto, quero que você abandone já o pré conceito e o preconceito de que isso é doença, safadeza, coisa do demo, falta de surra…

Os avós precisam ser sábios para poder ajudar a sua família (principalmente os netos), pois têm a função de intermediar e resolver conflitos.

Não adianta ser inteligente se não for sábio. Sabedoria consiste em aceitação, equilíbrio emocional e empatia (capacidade de se colocar no lugar do outro).

Muito se discute a questão de identidade de gênero. Ouve-se falar em homossexualidade, heterossexualidade, bissexualidade, transexualidade.

Afinal… o que é isso? Pra começar: você nasce homem ou mulher, certo?

Isso é determinado pelo órgão sexual. Se você tem vagina, biologicamente é uma fêmea. Se você tem pênis é um macho. Tudo certo até aqui?

A orientação sexual se dá com o crescimento do indivíduo.

Conforme crescemos, a atração sexual, o desejo, ou o afeto pode se direcionar para pessoas do sexo oposto (heterossexualidade), pessoas do mesmo sexo (homossexualidade) e para pessoas de ambos os sexos (bissexualidade).

Tudo bem? Em outro artigo eu posso falar de outras variáveis e das teorias que tentam explicar isso.

Agora, sobre gênero – realidade

Agora eu vou falar sobre gênero sexual: a maneira como a pessoa se vê. Isso se chama identidade de gênero. O transgênero é aquele indivíduo que, desde a infância, não se identifica com o sexo biológico que nasceu: macho ou fêmea.

Exemplo: o menino tem pênis, mas se sente menina. Aquele pênis não pertence ao seu corpo. Na cabeça dele, nos sentimentos, emoções, desejos, ele é uma menina. E vice-versa. Entendeu?

Resumindo: transgênero é aquela criança que se identifica com um gênero sexual diferente do seu sexo biológico. Para entender, é melhor dar um exemplo.

– Então, ele é do sexo masculino (por causa do pênis), mas do gênero feminino (porque se sente mulher). E a sua orientação sexual, ou seja, o seu desejo sexual ou afeto, pode ser direcionado para pessoas do mesmo sexo ou não.

Portanto, o transexual, ou transgênero nasce biologicamente com um sexo, mas psiquicamente ele é do sexo oposto.

Realidade

O assunto é sério!

O Hospital das Clínicas de São Paulo tem um laboratório exclusivo, dedicado ao atendimento dessas pessoas.

Muita informação? Isso é apenas o básico. Todos têm dificuldade para entender essas questões. O importante é começar a abrir a sua cabeça para aceitar o que a ciência nos mostra.

Não dê “murros em ponta de faca”. Aceita, que dói menos (rsrsrs…)

Não é patologia, doença, transtorno e nem falta de vergonha na cara. É do ser humano. Somos assim.

Agora que você já entendeu um pouco, espero que possa ajudar, orientando as pessoas ignorantes no assunto e fazendo algo de bom para a humanidade, para aqueles que sofrem, que são perseguidos, assassinados e que se matam devido à discriminação da sua própria família e da sociedade.

Um sorriso largo e sincero. realidade – realidade – realidade

E mais…

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Elizabeth Monteiro é psicóloga e psicopedagoga, especialista em relacionamento entre filhos, pais e avós, autora dos livros “Criando Filhos em Tempos Difíceis”, “A Culpa É da Mãe”, “Cadê… o Pai Dessa Criança?” e “Avós e Sogras – Dilemas e Delícias da Família Moderna”; tem quatro filhos e seis netos, e escreve todo mês no portal avǒsidade

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Um comentário

  1. Silvana said:

    Vovó falou besteira. A verdade da ciência, que hoje muda em 40 ou 25 anos e não mais em 200 anos. Porém a ética e verdade socratica é imutável e nossa fé cristã. Tem tribos hoje ainda primitiva, que é normal pai ter sexo com filha…..e daí? Não é nossa cultura. São nossas escolhas. Este debate não tem consistência científica. É espetáculo de politicagem. Respeitar e amar o ser humano mas o que é importante ser agenda de estado é criança, velho e deficiente. O resto deve buscar estudar o caminho do auto conhecimento, do desapego e da espiritualidade.

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