A homenagem da neta aos avós Zélia Gattai e Jorge Amado

Amado
Os avós de Maria João no jardim da casa que virou museu: parece que eles ainda estão lá, vivos e felizes, recebendo muitas visitas

Por Elisabete Junqueira e Jorge Luiz de Souza

● Entrevista com a neta Maria João Amado

 

Ter avós como os escritores Zélia Gattai e Jorge Amado, cujos nomes são expressivos no mundo inteiro, pode parecer difícil. Mas Maria João Amado virou o jogo realizando um projeto acalentado pela avó assim que ficou viúva. E criou um memorial que oferece ao público a casa que foi frequentada pelos maiores intelectuais do século 20.

É a Casa do Rio Vermelho, que deu vida novamente aos avós de Maria João. Além da beleza da casa e seus jardins (onde foram depositadas as cinzas de Zélia e Jorge), e de todos os objetos de bom gosto reunidos durante décadas pelo casal de escritores, que viajava intensamente por muitos e muitos países, o trabalho feito por experimentados profissionais de museologia conta com os melhores recursos da tecnologia atual.

Jorge Amado foi o escritor brasileiro mais traduzido para outras línguas (50 idiomas em 80 países). E é o campeão disparado em adaptação de suas obras para a televisão, cinema e teatro. Seus romances mais conhecidos são Dona Flor e seus dois maridos, Gabriela, Cravo e Canela, Tieta do Agreste, Tenda dos milagres, Tereza Batista cansada de guerra, Capitães de areia, Jubiabá, A morte e a morte de Quincas Berro d’Água e mais outros 40.

Memorial

Zélia Gattai começou a publicar seus livros quando já era avó e também se tornou uma escritora de destaque no panorama nacional. Lançou nove livros de memórias, três livros infantis, uma fotobiografia e um romance, e também foi traduzida para vários idiomas. O livro Anarquistas, graças a Deus foi adaptado para minissérie pela Rede Globo e Um chapéu para viagem foi adaptado para o teatro.

Mas, para conhecer bem a história deles, só visitando a Casa do Rio Vermelho. Aqui vão dois exemplos dos vídeos que enriquecem a visita ao museu. Este primeiro termina ao pé da árvore onde foram colocadas as cinzas dos escritores.

 

E aqui outro pequeno vídeo que dá uma boa noção da qualidade do material informativo do museu.

Entrevista

A seguir, vídeos curtinhos com os principais trechos da entrevista de Maria João Amado para o portal avǒsidade.

 

Ser neta
Influência não foi dos escritores, mas de homem e mulher, Jorge e Zélia

“É uma pergunta que sempre me fazem…
…o homem e a mulher, Jorge e Zélia.”

 

Histórias
A avó era a melhor contadora de histórias, fossem verídicas ou inventadas

“A minha avó foi a maior contadora de histórias…
…ela era a melhor de todas.”

 

Brincadeiras
O avô instigava os netos ainda pequenos a brincar de ser escritores

“O meu avô, ele tinha uma brincadeira…
…a quantidade de memórias e de lembranças é muito maior.”

 

Exemplos
Amor romântico, caráter e generosidade são a melhor herança dos avós

“Eu acredito que a influência…
…que a gente busca trazer para a nossa vida.”

 

Religiões
Os exemplo do avô vai além do plano religioso e entra no cultural

“Olha, o meu avô era ateu, mas sempre respeitou…
…muito entranhado, misturado com o dia a dia.”

 

Escritores
Como a neta passa a entender o que é ter avós que são escritores

“Da minha avó eu comecei a ler quando ela começou a escrever…
…e aí que eu comecei a ter contato com o escritor Jorge Amado.”

 

Memorial
A homenagem aos avós foi transformar sua casa em um museu de qualidade

“Quando o meu avô morreu, em 2001,…
…botar o museu pra abrir no final de 2014.”

 

Elisabete Junqueira e Jorge Luiz de Souza são fundadores do portal avǒsidade e avós de Mateus, Sofia, Rafael, Natalia e Andrew

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