Doença crônica e pouco conhecida, FPI confunde

FPI
Tratamento é feito inicialmente com medicamento oral, às vezes é preciso suplementação de oxigênio e, em casos extremos, transplante

Sintomas da Fibrose Pulmonar Idiopática são semelhantes aos de outras enfermidades

O termo “idiopático”, que acompanha a nomenclatura de diversas doenças, é utilizado na medicina para identificar as enfermidades que não têm uma causa determinada. Isso é o que ocorre com a Fibrose Pulmonar Idiopática (FPI), doença crônica e progressiva que acomete majoritariamente homens com mais de 60 anos de idade.

Ainda que as causas sejam desconhecidas, existem alguns fatores de risco para a FPI, como tabagismo e herança genética. Estima-se que 5 a 10% dos casos sejam hereditários.

Segundo estudo publicado no Jornal Brasileiro de Pneumologia, em 2015, há entre 13 e 18 mil casos diagnosticados com FPI no país, mas especialistas acreditam que esse número possa ser ainda maior, já que os sintomas são semelhantes aos de outras enfermidades, o que acaba por mascarar a doença e reduzir a taxa de diagnóstico.

“Os principais sintomas da FPI são tosse seca, falta de ar e fadiga ao realizar pequenos esforços e, em estágio avançado, o paciente pode apresentar falta de apetite e perda de peso. São sintomas muito semelhantes aos de várias doenças respiratórias ou cardíacas, principalmente em idosos, que se confundem com características do envelhecimento e levam ao atraso no diagnóstico e ao tratamento errado ou tardio”, explica o pneumologista Adalberto Rubin, da Santa Casa de Porto Alegre (RS).

Não tem cura FPI

“Em casos menos comuns, o paciente pode apresentar uma pequena deformação na ponta dos dedos, deixando-os semelhantes a baquetas de percussão. Isso acontece devido à falta de oxigenação na região”, completa o Dr. Rubin.

A Fibrose Pulmonar Idiopática não tem cura, é uma doença crônica, progressiva e se define pela formação de cicatrizes no tecido pulmonar. Graças a desenvolvimentos recentes, já existe tratamento capaz de diminuir a progressão da doença e proporcionar ao paciente a possibilidade de conviver melhor com o quadro.

O tratamento inicial é feito por meio da utilização de medicamento oral (antifibrótico), podendo chegar à reabilitação pulmonar. Pode também ocorrer a necessidade de suplementação de oxigênio. Em casos extremos, pode ser necessário um transplante.

O antifibrótico Nintedanibe, disponível no Brasil desde 2016, tem a capacidade de retardar a progressão dos sintomas, lentificar a perda de função pulmonar em 50% e diminuir as crises de exacerbação, que são episódios de piora súbita do quadro respiratório, por conta da própria doença. A droga age bloqueando a ação das células que causam a progressão da fibrose do tecido pulmonar.

A FPI é grave, por isso, na presença de sintomas, é importante procurar um especialista em caso de sintomas compatíveis. O diagnóstico precoce é fundamental para que o paciente receba o cuidado adequado e conviva melhor com a condição.

Então. Então. Então. Então. Então. Então. Então.

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