Dr. Carlos: envelhecimento e câncer

Envelhecimento
O autor, que é médico oncologista, traça um paralelo entre envelhecer e estar mais suscetível ao câncer e explica porque isso ocorre

Por Carlos Del Cistia Donnarumma

Palavra de especialista: prevenção minimiza fatores agressores

Ao longo dos anos, evidenciamos um crescente aumento na incidência dos casos de câncer no Brasil e no mundo. Em paralelo, o envelhecimento da população é algo marcante, principalmente nos países desenvolvidos, mas também no cenário nacional.

Dessa forma, é comum que tracemos um paralelo entre envelhecer e estar mais suscetível ao câncer. Vamos tentar explicar de forma simples essa relação e o que pode estar associado ao maior número de casos oncológicos ao redor do mundo.

A metade dos diagnósticos de câncer ocorre em pacientes com 65 anos ou mais, assim como aproximadamente 75% dos óbitos por câncer estão nessa faixa etária. Os danos celulares sofridos com o tempo e a dificuldade do adequado reparo estão atrelados ao surgimento do câncer.

Com o passar dos anos, acumulamos um maior número de “defeitos” nessas células, o que pode explicar a maior incidência de cânceres no idoso.

Ao citar tal dado, percebemos que a agressão celular é fator determinante para o desenvolvimento das neoplasias malignas e isso nos leva à pergunta sobre o que podemos fazer para prevenir que elas se desenvolvam.

Fatores de risco conhecidos para o câncer, como o tabagismo e a exposição solar em excesso, são exemplos de agressões ligadas ao dano celular e, consequentemente, ao desenvolvimento do câncer.

Não se trata de uma ciência exata, mas temos que entender que as estratégias de prevenção atuais visam minimizar os fatores agressores e, em última análise, diminuir a incidência da doença.

Outros exemplos, como obesidade e sedentarismo, também estão associados com o maior risco de desenvolvimento de determinados tipos de câncer, como o de mama e intestino.

Diagnóstico precoce envelhecimento

Além do fator agressor, aliado ao menor poder de reparo celular ao longo do tempo, temos que levar em conta o maior acesso da população a exames.

Os chamados “incidentalomas”, ou seja, achados não procurados de forma direta ao se solicitar o exame, vem ajudando a aumentar os números.

A identificação de um nódulo renal suspeito para câncer após realização de ultrassom devido a uma dor abdominal inespecífica é exemplo disso.

Diante do exposto, fica a mensagem da necessidade do cuidado global com a saúde, começando desde cedo a se preocupar com os fatores de risco mencionados.

Atividade física regular, combate ao tabagismo e à obesidade e redução da exposição solar são algumas orientações gerais a ser seguidas por toda a população, em especial a de maior risco para o desenvolvimento de câncer, como os idosos.

Importante atenção deve ser dada ao seguimento médico periódico, a fim de manter em dia os exames de check-up, visando o diagnóstico precoce das neoplasias. O tratamento em fases mais iniciais está associado a melhores desfechos e maior qualidade de vida.

A idade por si só não reflete o real estado de saúde de uma pessoa. Os cuidados devem ser mais amplos, assim como o enfoque do médico em promover a saúde.

Então. Pois. Então. Pois. Então. Pois.

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E mais… envelhecimento

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Carlos Del Cistia Donnarumma é médico oncologista da Prevent Senior

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