Gerações

Meu incentivador eterno

Cecília relembra frase marcante que ouviu do avô: “viva para que sua família, tenha orgulho de você e seja feliz”

 Conselho dado pelo avô materno guiou a vida da fisioterapeuta

Minhas avós tiveram importante papel na minha educação. Mas foi o Sr. João Vilarindo dos Santos, meu avô materno, que marcou o meu intelecto e coração com seu jeito sábio e divertido de ser. De origem baiana, ele gostava muito de música, principalmente de artistas como Carmem Miranda, Clara Nunes, Martinho da Vila, entre outros. Incentivador.

Dizem que desde os meus três anos de idade, eu já dançava porque ele incentivava. Aos 9 anos, aprendi a sambar com a Tia Cidinha, filha dele, apesar do preconceito do meu pai. Eu praticava o que minha tia ensinava. E meu avô adorava.

Eu tinha uma relação muito forte com ele. Adorava comer o que ele deixava no prato. Lembro-me que, muitas vezes, a minha avó colocava muito mais comida no prato dele porque eu dizia que o que sobrava era mais gostoso. Ele tinha um amor gigante pelos netos.

Cecilia criança com roupa que lembra Carmen Miranda, um dos ídolos de seu avô

Pelo menos uma vez por semana, passava com seu carrinho de sorvete para dar um picolé para cada neto. Só de escrever sobre isso me recordo do picolé que coco queimado e milho verde – os meus preferidos.

Heranças do avô Incentivador

Hoje estou com 51 anos e num momento de mudança radical de trabalho. Porém, nunca imaginei que fosse trabalhar com ritmos de Bossa Nova e Samba que, tenho que admitir, devo ao acervo musical do meu avô. A BoSSaSamba, aula de dança que criei, é parte da alegria deixada por ele.

Uma das coisas que mais marcou a minha trajetória profissional e pessoal foi uma frase de incentivo que ouvi do avô João: “Cecília, viva para que sua família, tenha orgulho de você e seja feliz”.

Eu era adolescente quando ele me disse isso e me marcou para toda a vida. Até hoje, em tudo o que eu me envolvo,  lembro do conselho. Ele já não está na Terra, mas continua bem vivo no meu intelecto, coração e agora também nos meus pés.

Portanto. Entretanto. Então.

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