Gerações

Missão avó, bem divertida

Vovó Luciane visitando Papai Noel em um Shopping com os netos Martina (8 anos), Fabricio (6), Luiz Henrique (4) e Leonardo (1 ano)

► Quando soube que me tornaria avó, entrei de êxtase. Um encantamento se apoderou da minha vida e não pensava mais em nada, só naquele novo ser. Uma missão que entraria em minha vida para sempre. Quando a minha neta Martina Triska Luppi nasceu, em 20 de agosto de 2008, realmente tudo mudou para mim.

E quando ela completou três lindos anos de vida eu escrevi a ela a seguinte dedicatória em um livro de histórias: “Martina quando você nasceu, uma luz se acendeu em meu coração, era a luz do amor eterno, mais forte que os raios de sol e tão lindo quanto os cachos de seu cabelo!”

E foi assim mesmo! Depois vieram o Fabricio T. Luppi (4 de agosto de 2010), o Luiz Henrique T. Blanco (7 de agosto de 2012 ) e por último o Leonardo T. Blanco (24 de outubro de 2015), que completaram minha felicidade suprema.

Hoje me considero uma avó missionária, sou doida por eles. Quer me ver feliz? Fazer uma programação com os netos. Criei várias brincadeiras que desejo que guardem para o resto de suas vidas em suas memórias.

Os ensinei a amar a natureza, por isso comprei um binóculo e faço observação de pássaros com eles, abraçamos árvores e não deixo que pisem nem em formigas. Brinco de “The Voice Kids”, nessa programação, eu os apresento, e, eventualmente canto também.

Os entrevisto, faço com que aprendam a responder, a cantar, a se desinibirem! Às vezes, sou jurada também e avalio a apresentação (voz e dança), dou nota baixa até que eles se esforcem, melhorem e ganhem nota alta!

É um aprendizado divertido! Desde pequenos eles vêm dormir na minha casa, os ensino a cozinhar, fazemos bolos, gelatinas e biscoitos.

Missão

24 de dezembro

No Natal já temos uma rotina, os três vêm montar a árvore comigo e depois fazemos biscoitos com formas natalinas, confeitamos e colocamos nos saquinhos.

No dia 24 de dezembro, depois dos presentes, distribuímos os saquinhos com os biscoitos aos familiares, eles adoram! Conto muitas histórias, que invento na hora, sempre antes de dormir, e nelas, nas entrelinhas, procuro incutir valores e conceitos que ficarão para suas vidas.

Também brinco de advogada, médico, restaurante, gata cega, cinco marias, esconde-esconde, esconde objetos. Levo eles para jogar boliche, patinar no gelo, ao teatro. Me programei para levá-los à escola uma vez por semana. Assim, estamos juntos e durante o percurso, cantamos e falamos muito.

É engraçado, às vezes entram no meu carro e começam a falar dos “problemas” do dia a dia esperando ouvir a minha opinião, que sempre dou de forma positiva, minimizando as situações “mais complexas”, pois sei que o que eu disser a respeito pode resolver eventuais conflitos na cabecinha deles.

Nós avós somos muito importantes! Não podemos minimizar nossa atuação na vida dos netos! Percebo que fazemos a diferença na vida deles, pois a influência que exercemos é gritante, daí a ideia de que, quando com eles brincamos, podemos conduzi-los em meio ao divertimento conceitos positivos que servirão para a construção de suas personalidades.

Graças a Deus, minhas filhas são maravilhosas mães, e eu somente complemento aquilo que acho que posso, sem, claro, interferir na educação da família de base. Outra coisa: antes de ser avó eu só entrava no mar quando a água estava quente; hoje, para ficar com eles, não tenho escolha e já me acostumei, entro no mar a qualquer hora. E mesmo que a água esteja gelada, diga-se, o que é bastante difícil.

Para mim, ser avó é uma missão de vida bem divertida!

 

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Jorge Luiz de Souza

Jornalista, editor do portal avosidade e avô de Mateus, Sofia, Rafael, Natalia, Andrew, Thomas e Cecilia

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