Saúde

Daniela Cyrulin: com afeto e sem açúcar

Lembranças deliciosas de quando ia fazer nhoque com a avó, diz a autora, mas não ficou na memória nenhum salgadinho que ganhou dela

● Palavra de especialista

► Não quero que esse texto pareça uma bronca, uma pegada no pé contra o açúcar. Quero que sirva como conscientização. Parecemos “bonzinhos” quando levamos bolacha, salgadinho de presente para filhos, sobrinhos, netos, mas a realidade é que dessa maneira os estamos “envenenando”.

Esses produtos são lotados de açúcar, gordura trans, corantes e conservantes. Tudo relacionado em estudos com síndrome de déficit de atenção, autismo, diabetes juvenil, obesidade infantil.

Faz parte de dar carinho, ensinar também. E temos que ensiná-los a cuidar do corpo, que açúcar não é sinônimo de felicidade. Sem radicalismos, de vez em quando não há problema. Mas quando isso se repete duas ou três vezes na semana, fica demais.

Tem coisa mais gostosa do que fazer um bolo caseiro pra criançada? Ou ir com eles fazer compras ou pra cozinha preparar algo pro lanche? Uma das minhas memórias mais deliciosas é de quando ia fazer nhoque com a minha vó.

Me brotam lágrimas nos olhos de escrever sobre o assunto. Isso não se esquece jamais, mas não lembro dos dias que ela me trouxe um salgadinho, essa memória não ficou.

Então, que saibamos escolher de maneira consciente como vamos agradar nossas crianças e levar saúde a elas.

 

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Um Comentário

  1. Li sobre o assunto e acho que a frase de Juca Kfouri, jornalista esportivo que tem netas, encaixa como uma luva para a ocasião:
    “a recompensa por envelhecer é ser avô!”

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