Vovozando! Lulu não dorme

dorme
Vovó Vera e a neta Lulu, de 8 anos, a menina que não dorme: “Ser avó é padecer na cama, rodeada por um rebanho de carneirinhos!”

Por Vera Vaia

Energia de neta não tem fim

►Como esse é meu primeiro texto aqui, sobre a menina que não dorme, vamos às apresentações. Sou Vera, professora de formação e jornalista de coração. Costumo dizer que entrei pro jornalismo por “osmose”.

Desde meninota, quando comecei a namorar (naquele tempo não era pecado nem pedofilia começar a namorar aos 14 anos), frequentava as redações ao lado do Sandro Vaia, um jornalista por excelência!

Logo me casei com ele e com a profissão! Trabalhei por muitos anos nos jornais que tivemos aqui em Jundiaí, praticando o jornalismo que aprendia “de ouvido”. Sou mãe da publicitária Giuliana e avó da bambina, que não dorme, mais linda desse mundo.

(Que novidade! Já viram alguma avó ou avô que não acha a mesma coisa dos seus netos?)

Anna Luisa, Analu, Nalu, Lu ou Lulu são uma só pessoinha, mas garanto que ela preenche o espaço de todas essas mencionadas.

Lulu ficou bastante conhecida quando era menor, com o blog “Lulu não Dorme”, de autoria da insone (por falta de opção) mãe!

Ela nunca gostou de dormir! Parecia que não queria perder um momento sequer da vida, ainda que fosse de madrugada e mesmo que não tivesse a sessão “corujão” pra assistir.

Passava a maior parte do tempo mamando, enquanto a exaurida mãe tentava se manter acordada e ainda com algum pique pra contar suas peripécias no blog!

Quando começou a frequentar a escolinha, aos três anos, achamos que ela iria gastar toda a sua energia no parquinho. Que chegaria em casa com fome, cansada e logo dormiria. Nada! Nem fome, nem cansaço.

Tática para quem não dorme

Quando chegava, nos contava algum acontecimento do dia e corria pra brincar. Um dos fatos que no fez enternecer com sua ingenuidade, ao mesmo tempo em que nos fez rir, foi quando chegou contando que sua amiguinha Letícia estava chorando muito e pediu um abraço a ela. “E eu dei”, continuou.

Perguntamos por que a menina chorava tanto. E ela respondeu: “devia ser de saudades de mim, porque depois do abraço ela parou.”

Até hoje, quase com oito anos, Lulu ainda não dorme direito.

Costuma ir pra cama sempre depois da meia-noite e ainda assim é uma luta fazer com que ela caia no sono.

Eu costumo usar de um artifício que criei. Conto carneirinhos no seu braço, assim, ó: começo uma escalada subindo os dedos desde sua mãozinha e quando chegam no ombro, meus dedos disfarçados de carneiros pulam o “obstáculo” (o osso do ombro), e começamos a contagem.

Funciona, mas confesso que não é fácil. Quando meu braço já está queimando, ela abre os olhinhos e me diz: “não para, vó”! Continua… 215, 216, 217… Ufa!

Ser avó, às vezes, é padecer na cama, rodeada por um rebanho de carneirinhos!

E Mais…

Veja também no avŏsidade:

Netos moram perto, no coração

Missão avó, bem divertida

Marina, o caldeirão e a doçura

 

Vera Vaia é jornalista e avó de Lulu

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Um comentário

  1. priscilla said:

    Que bom saber notícias da Lulu! Sei que a matéria é de 2017… é que eu lia o blog e por vários motivos não acessei mais. Então, tempos depois, procurei novamente e vi que o blog não tinha mais atualizações. Hoje, lembrei novamente das histórias da Lulu e resolvi procurar no Google o que aconteceu e encontrei [no site avŏsidade] essa matéria! Fiquei feliz em saber que ela continua crescendo linda e saudável, apesar de continuar sem dormir muito! Beijos na Lulu!

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