Fibrose Pulmonar Idiopática: importância do tratamento adequado

Tratamento
Ambiente doméstico saudável facilita muito os cuidados com o paciente diante de uma enfermidade para a qual não se conhece a cura

Apoio da família é forte aliado para conviver com a situação desafiadora

Lidar com uma enfermidade para a qual não se conhece a cura pode parecer, no mínimo, desafiador, mas não deve ser desanimador quando as possibilidades de tratamento existem e podem, na maioria dos casos, desacelerar a progressão, facilitando o convívio com a doença.

Isso é o que acontece nos casos de Fibrose Pulmonar Idiopática, doença crônica, de causa desconhecida e que acomete principalmente homens acima dos 50 anos de idade, provocando a formação de cicatrizes (fibrose) nos pulmões.

Os sintomas, como falta de ar, fadiga e tosse seca, são normalmente confundidos com os de outras doenças respiratórias e cardíacas ou até considerados comuns à idade, e esse é um dos motivos do diagnóstico tardio.

Desacelerar a progressão tratamento

“O tratamento é fundamental para desacelerar a progressão da doença e para que pacientes possam conviver melhor com o quadro”, afirma o pneumologista Adalberto Rubin, chefe do serviço de pneumologia da Santa Casa de Porto Alegre (RS), que pontua as possibilidades de tratamento:

A reabilitação pulmonar deve ser conduzida por um fisioterapeuta especializado em doenças respiratórias – por meio de exercícios específicos, é possível melhorar a capacidade respiratória, ajudando o paciente a realizar as atividades do dia a dia;

A suplementação de oxigênio pode ser necessária quando o paciente começa a apresentar queda da oxigenação do sangue;

– O tratamento com medicamentos pode desacelerar em até 50% a progressão da doença – em 2016 chegou ao Brasil o nintedanibe, um antifibrótico que diminui as crises de falta de ar e piora súbita, chamadas exacerbações. Seu mecanismo de ação envolve inibição das células envolvidas no processo da fibrose, para reduzir a velocidade de sua progressão.

– O transplante pulmonar pode ser indicado, em alguns casos, nos estágios mais avançados da doença, mas apenas o pneumologista pode afirmar se este é o melhor caminho a ser seguido, levando em consideração um conjunto de fatores.

“É muito importante ressaltar que a pessoa com Fibrose Pulmonar Idiopática também deve tratar outras doenças e sintomas concomitantes ao quadro, como tosse, refluxo gastroesofágico e apneia do sono”, finaliza o Dr. Adalberto Rubin.

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