O que atrasa o diagnóstico da Fibrose Pulmonar Idiopática (FPI)?

Diagnóstico
Diagnosticar cedo é fundamental para o sucesso de qualquer tratamento de saúde, principalmente quando se trata de doenças crônicas

Nenhum sintoma deve ser considerado normal ou comum para o envelhecimento

A Fibrose Pulmonar Idiopática (FPI) é uma doença crônica e progressiva que afeta principalmente homens acima dos 50 anos. Segundo estudo publicado em 2011 (*), o diagnóstico da FPI demora cerca de 2 anos para ser realizado, principalmente devido à semelhança entre os sintomas da doença e os de outras enfermidades respiratórias e cardíacas comuns a pessoas idosas.

Vimos aqui que essa similaridade dos sintomas é um dos principais fatores para a demora no diagnóstico e, consequentemente, atraso para o início do tratamento, o que pode representar uma grande diferença na vida de quem terá que conviver com a doença para sempre, já que ela tem opções de tratamento que desaceleram sua progressão.

“Ao contrário do que costuma acontecer, nenhum sintoma em pessoas idosas pode ser considerado comum ao envelhecimento. Tudo deve ser investigado a fundo e rapidamente, para possibilitar um diagnóstico precoce, que é fundamental para o sucesso de qualquer tratamento de saúde, principalmente quando se trata de doenças crônicas como a FPI”, aconselha o pneumologista Adalberto Rubin, chefe do serviço de pneumologia da Santa Casa de Porto Alegre (RS).

Principais sintomas diagnóstico

O Dr. Adalberto Rubin detalha os principais sintomas da FPI, que são:

Tosse seca: aquela tosse constante, intensa e que não tem nenhum catarro. O pulmão com fibrose tem a capacidade respiratória comprometida e a tosse é um sintoma característico.

Falta de ar: as alterações pulmonares causadas pela doença dificultam a entrada de ar nos pulmões e episódios de falta de ar que costumam ser subestimados, mas são uma característica evidente de FPI.

Fadiga: cansaço constante ao realizar pequenos esforços que antes eram executados com facilidade e passaram a causar exaustão.

Perda de apetite e peso: a dificuldade na oxigenação do sangue leva a uma falta de energia e faz com que a pessoa tenha pouca vontade de se alimentar. Como consequência, também pode haver uma perda de peso.

Deformação dos dedos: um sintoma menos comum, mas muito característico dos portadores das doenças respiratórias crônicas, é o baqueteamento digital, uma deformação nas pontas dos dedos, que ficam em formato de baquetas de instrumentos de percussão. A baixa oxigenação sanguínea leva à falta de irrigação das extremidades, causando essa característica.

O pneumologista Adalberto Rubin alerta que a prática de exercícios físicos combinada ao ‘tratamento com medicamentos antifibróticos é essencial para prolongar a qualidade de vida do paciente de FPI e reforça que já existem opções de tratamento que desaceleram sua progressão, daí a importância de procurar logo por um especialista caso persistam os sintomas mencionados.

(*) Ley B, Collard HR, King TE. Clinical course and prediction of survival in idiopathic pulmonary fibrosis. Am J Respir Crit Care Med. 2011;183(4):431–40.

 

 

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