Saúde

Dra. Valéria: entendendo DPOC

● Palavra de especialista: doença pulmonar tem tratamento

A autora afirma que é possível aprender a prevenir e ensina a controlar os sintomas e evitar ou diminuir pioras agudas

DPOC é a sigla utilizada para se referir à doença pulmonar obstrutiva crônica, uma síndrome que vai diminuindo a capacidade de funcionamento dos pulmões, causando dificuldade de respirar, tosse e chiado no peito. Entendendo

O cigarro é apontado como o principal fator para a ocorrência da doença, pois sua fumaça provoca inflamação crônica dos brônquios (bronquite crônica) e uma destruição dos alvéolos – que são as células que formam os pulmões.

A DPOC abrange entidades historicamente conhecidas como bronquite crônica e enfisema.

Bronquite crônica é uma das possíveis manifestações clínicas da DPOC, em que a inflamação dos brônquios e o excesso de muco produzido provocam a obstrução das vias aéreas e, consequentemente, dificultam a passagem de ar.

O enfisema é uma das alterações estruturais do pulmão. Nele, a deterioração dos alvéolos e de suas paredes intensifica a falta de ar porque prejudica a região em que as trocas gasosas ocorrem.

Os principais sintomas de DPOC são: falta de ar, em geral persistente e que piora com esforço físico; e tosse crônica, com ou sem expectoração.

Para diagnosticar DPOC os principais exames necessários são a prova de função pulmonar (espirometria, ou “exame de sopro”) e a tomografia computadorizada de tórax.

O diagnóstico precoce permite que, nas fases iniciais da doença, sejam tomadas medidas que interrompam a agressão pulmonar antes do aparecimento de sintomas importantes.

Embora seja uma doença crônica que em geral aparece após vários anos de algum tipo de agressão pulmonar – como a causada pelo uso cigarro, por exemplo –, é possível aprender a prevenir, controlar os sintomas e evitar ou diminuir pioras agudas por meio de acompanhamento médico.

Primeiro passo: parar de fumar

A DPOC não tem cura, mas seus sintomas têm tratamento. O primeiro e principal passo é parar de fumar. Em alguns casos, podem ser prescritas medicações para ajudar a abandonar o cigarro.

Até alguns anos atrás não existiam opções de tratamento eficazes para a DPOC. A realidade hoje é diferente.

Novas medicações inalatórias, os chamados broncodilatadores, aumentam o diâmetro dos brônquios e facilitam a passagem do ar conseguem melhorar a capacidade de realizar as atividades físicas e diminuem a falta de ar.

Pacientes em fases mais avançadas podem precisar do uso contínuo de oxigênio para repor os baixos níveis no sangue.

A cessação do tabagismo aliada a um bom tratamento medicamentoso e a um excelente programa de reabilitação pulmonar, com treinamento específico da musculatura respiratória e dos membros pode resultar em uma combinação benéfica possibilitando um aumento considerável da capacidade física e da qualidade de vida.

Não há cura para a DPOC, mas existem opções de tratamento e mudanças de comportamento que podem ajudar a manter um estilo de vida ativo, respirar com mais facilidade e retardar o progresso da doença.

Converse com seu médico sobre suas opções de tratamento.

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Dra. Valéria Cristina Vigar Martins

Médica e especialista em Pneumologia pela Sociedade Brasileira de Pneumologia

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