Violeta, minha flor!

Violeta
A vovó precisa atravessar a linha do Equador pra se encontrar com a netinha Violeta e nas idas e vindas fez este ensaio fotográfico

Por Graça Seligman

Fotógrafa descreve em imagens todo o encanto de se tornar avó

Num despertar mágico e repentino, e movida pela minha primeira netinha Violeta, comecei a me dar conta de pequenas coisas da vida quotidiana que possuem um tamanho gigante diante do que vislumbro pela frente.

Preciso estar inteira e bem disposta para curtir essa renovação que a vida me oferece.

Violeta chegou há um ano. Ela tem um ar inquieto e vez por outra franze a testa como quem olha atenta para o mundo que ela começa a descobrir. Ela olha e sorri para as pessoas e impressiona a todos!!!

[clique em uma das setas nas laterais da foto para fazer o carrossel girar]

Não são as pessoas pela rua que a olham e fazem gracinhas, ela faz gracinhas para as pessoas.

Violeta me faz sonhar e pensar em coisas boas como viajar com ela, brincar em parques, ir ao teatro, piscina, cinema e a tudo que é lúdico.

Avó é outra coisa Violeta

Fazíamos isso, eu e meu marido Milton, com nossos filhos Felipe e Catarina. Mais de 30 anos se passaram e confesso que tudo tinha um sentido mais educativo como o de induzi-los a gostar de cultura.

E tudo somava-se à agenda prática de suas atividades escolares.

E precisávamos compatibilizar a tarefa de educar os filhos com nosso trabalho fora.

Nos obrigávamos a proporcionar aos filhos todas as atividades que considerávamos necessárias para a formação de cada um.

Mas ser avó é outra coisa.

Me diziam que era algo mágico e renovador, mas eu não sabia o tamanho desta nova condição que a vida estava me oferecendo.

Muito amor, esperança, renovação.

Sempre adorei crianças, sempre. Quando soube que minha nora Helena estava grávida, comecei a mexer na casa para receber a nossa criança, o nosso bebê.

Providências necessárias Violeta

Reformar a cozinha para fazer biscoitos, fazer uma casinha de bonecas, criar um caminho na “floresta” do meu jardim, colocar um balanço para ela, programar uma praia com mar azul e tomar banho com peixinhos coloridos.

Antes de ela chegar, reformei um quarto na casa para recebê-la e fiz as compras “necessárias” para proporcionar a Violetinha o melhor na casa da vovó e vovô.

O ensaio fotográfico que segue é um pequeno apanhado das fotos que fiz em um ano de idas e vindas a Boston, onde moram Felipe (meu filho), Helena e Violeta. E também de idas e vindas em viagens pelo Brasil, Itália, EUA.

[clique em uma das setas nas laterais da foto para fazer o carrossel girar]

São fotos e mais fotos. Quando Violeta nasceu, eu tinha no meu celular algo como 15 mil fotos, e hoje, depois do nascimento dela, estou com mais de 30 mil.

Haja espaço…

Compro espaço e, além da nuvem, mantenho as fotos como se fossem pequenas jóias que olho quase sempre para escolher uma, admirar outras, fazer álbuns e imprimir as que mais gosto. Estou falando só de fotos do celular, não estou falando das fotos que fiz com minhas câmeras fotográficas. Outra imensidão.

Desde o primeiro dia Violeta

Morar longe é um problema, mas, aos 65 anos e já podendo escolher minhas prioridades, fui diminuindo minhas atividades como fotógrafa e consigo administrar o trabalho na medida certa e autônoma. Adoro o que faço.

Hoje, meu foco são fotografias  para alguns poucos trabalhos e, claro, fotografar a Violeta. Mesmo quando falamos por Facetime, fotografo pelo celular. Pode? Pode sim!!

Violeta virou minha cabeça e minha agenda pelo avesso. E viva ela, a flor mais linda do jardim. Desde o dia UM vislumbrei um mundo novo!

Então. Então. Então. Então. Então. Então. Então. Então. Então.

Então. Então. Então. Então. Então. Então. Então. Então. Então.

E mais…

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Graça Seligman é fotógrafa e jornalista, mãe de Felipe e Catarina, e avó de Violeta

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