Saúde

Quando engolir fica difícil

● A disfagia é comum em pessoas idosas e requer cuidados

A especialista recomenda posição apropriada e confortável, e alimentos com textura adequada e em pedaços pequenos

Com o avanço da idade, o organismo sofre alterações fisiológicas, incluindo mudanças na capacidade de deglutição. Após os 60 anos, engolir alimentos sólidos, líquidos ou a própria saliva pode não parecer tão simples como antes.

A dificuldade de deglutição do alimento da boca até o estômago tem um nome: disfagia. Trata-se de um problema que afeta a qualidade de vida da população idosa e pode levar à desnutrição, desidratação, emagrecimento e perda de massa muscular, afetando a saúde em geral.

No decorrer do envelhecimento, ocorrem mudanças nos sistemas sensoriais, gustativos e olfativo, que levam à diminuição de saliva e paladar. A pessoa idosa passa a ter mais dificuldade em sentir o sabor dos alimentos devido à redução de papilas gustativas.

Também fica mais propensa à perda de massa muscular, inclusive na região da garganta, o que afeta a musculatura responsável por conduzir o alimento até o estômago.

Somado a isso, a pessoa também pode apresentar redução do tônus muscular e da força da língua. Isso afeta a coordenação motora da mastigação, outro fator que impacta na deglutição e contribui para o risco de aspirar pedaços maiores de alimento, o que aumenta as chances de engasgo.

Além das alterações fisiológicas naturais do mecanismo responsável pela deglutição, as doenças neurológicas, como Parkinson e Alzheimer, o acidente vascular encefálico (derrame), o traumatismo craniano, distrofias musculares e câncer de cabeça e pescoço, por exemplo, são outros fatores que podem provocar disfagia.

Atenção aos sinais

Engasgar-se frequentemente durante as refeições, na ingestão de líquido ou ao engolir a própria saliva, é um forte sinal de disfagia. Outros indicativos dessa condição podem ser: dificuldade de mastigar e permanecer com o alimento dentro da boca, demorar para engolir, sensação de alimento parado na garganta, tosse ou pigarro constante durante as refeições, dor ao engolir, entre outros desconfortos.

Ao perceber tais comportamentos, é importante procurar ajuda. Esse tipo de problema deve ser diagnosticado e tratado por uma equipe multiprofissional, composta por médicos, enfermeiros, nutricionistas e fonoaudiólogos.

A importância da alimentação segura

Após os 60 anos, assim como em qualquer outra fase da vida, é importante que as refeições atendam aos princípios de uma alimentação saudável e tenham diversidade nutricional. Os produtos devem ser fontes de vitaminas, minerais, fibras, carboidratos, proteínas, entre outros componentes importantes para o bom funcionamento do organismo.

Na minha vivência na Cora Residencial Senior, a equipe de nutricionistas tem papel importante na adequação nutricional e no desenvolvimento de um cardápio atrativo, que instigue o paladar e atenda à condição da pessoa idosa. É preciso dar atenção à consistência dos pratos de forma a proporcionar maior segurança alimentar.

Levando isso em conta, algumas estratégias devem ser adotadas para que a alimentação do idoso seja mais fácil e segura, a fim de evitar os riscos de engasgos, um problema que pode levar à morte.

Dicas para obter melhores resultados

Para carnes, recomenda-se servir cortes sem pele e sem osso, bem cozidas e macias. Deve-se buscar receitas que estejam associadas a molhos e ensopados.

Peixes podem ser consumidos, mas é preciso tomar muito cuidado e escolher as partes sem espinhas.

Ovos também são um complemento importante e com baixo risco em razão de sua textura macia.

A linha de lácteos é um recurso importante de cálcio e proteína e bem aceita pelas pessoas idosas. Por isso, é uma boa alternativa investir em queijos macios e iogurtes, que possuem uma textura mais fácil de deglutição.

Mingau de cereais, como arroz, milho, entre outros, também é recomendado para esse público.

Com relação às frutas, deve-se priorizar as que apresentam textura mais macia, como banana e mamão, por exemplo, cortadas em pedaços menores. Uma dica é incorporar as frutas em vitaminas ou fazer sucos com bastante variedade.

Alimentos duros ou em pedaços grandes devem ser evitados, assim como preparos mais secos, como carnes grelhadas, arroz puro, bolachas, biscoitos e farofas.

Outro cuidado refere-se a alimentos com mais de uma consistência na mesma preparação. Ou que alterem sua consistência na boca, como canjas e gelatinas. Recomenda-se oferecer com maior atenção, pois são bem aceitos pelas pessoas idosas, que não percebem o risco.

No momento das refeições, é importante que a pessoa idosa esteja sentada confortavelmente e em posição apropriada para receber a alimentação.

No caso de pessoas que necessitam de auxílio, deve-se controlar o volume ingerido, utilizando talheres menores.

Vale lembrar que as alterações fisiológicas ocorrem de forma diferente em cada pessoa idosa, o que resulta em necessidades calóricas, proteicas e de consistência de dieta específicas. Portanto, devem ser aplicadas de forma individual.

Imagem: Shutterstock

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Milena Volpini

Coordenadora de Nutrição da Cora Residencial Senior

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