Saúde

Dra. Ana: elas vivem mais

● Mulheres se cuidam mais e têm sistema imunológico melhor

A médica tem registros antigos comprovando que mulheres sempre viveram mais do que homens em todos os locais

Os índices de expectativa de vida têm aumentado nos últimos anos. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) prevê que em 2060 três em cada dez brasileiros serão idosos. Vivem

A população com 80 anos ou mais pode passar de 19 milhões daqui a quatro décadas, segundo estimativas do órgão. Entre os longevos, as mulheres deverão continuar sendo a maioria.

Já se sabe que as mulheres sempre viveram mais do que os homens em todos os locais.

Na Suécia, por exemplo, onde há registros demográficos completos e confiáveis, a expectativa de vida em 1.800 era de 33 anos para as mulheres e 31 anos para os homens.

Em 2016, esse indicador passou para 83,5 anos para o público feminino e 79,5 anos para o masculino.

Essa diferença não pode ser atribuída apenas a mortes por doenças na infância ou por guerras. Se compararmos homens e mulheres com 50 anos, elas mantêm expectativas de vida maiores.

De um modo geral, o grupo feminino se preocupa mais com a saúde e procura acompanhamento médico com maior constância. Entretanto, esse não parece ser o fator determinante para ser uma centenária, por exemplo.

Acredita-se que as mulheres vivam mais por terem um sistema imunológico com melhor desempenho que o do sexo oposto e que ocorram diferenças na resposta inflamatória.

Outra possibilidade é o envolvimento dos hormônios sexuais que, no caso dos homens, podem aumentar a suscetibilidade a doenças, enquanto nelas promoveriam maior resistência a enfermidades.

Viver até os 100 anos ou mais pode estar relacionado à genética, aspectos ambientais, resiliência, que é a capacidade de responder de forma adequada ao estresse e a doenças, fatores culturais e ao local onde se vive.

Ou seja, não há um único elemento que determine a grande longevidade.

Qualidade de vida

É possível ser uma pessoa ativa aos 100 anos. Cerca de 25% dos centenários não têm qualquer problema de cognição, por exemplo.

Mas, de um modo geral, apesar de menos numerosos, os homens que chegam até essa idade costumam apresentar melhor funcionalidade que as mulheres.

Independentemente do gênero, para se ter qualidade de vida na senioridade é importante a prática de exercícios físicos, alimentar-se com moderação e de forma saudável, manter o índice de massa corpórea adequada à faixa etária e conservar uma rede de apoio social.

Considerar o perfil do ambiente no qual se está inserido, já que ele pode proporcionar mais ou menos oportunidades de convivência social, é um elemento significativo para a formação de uma rede de suporte e para a troca de experiências.

Escolher morar em uma instituição de longa permanência para idosos, por exemplo, pode trazer ganho nas interações sociais.

Além de uma equipe multidisciplinar de profissionais de saúde que prestará assistência nos cuidados diários, o longevo usufruirá dos benefícios de viver em comunidade, cercado de pessoas na mesma fase da vida e de estímulos que valorizam a socialização e a construção de laços de amizade e afeição.

A busca pela longevidade extrema também está associada à integração dos familiares, os momentos de bom humor ao cotidiano, o cultivo da espiritualidade e do sentimento de propósito de vida como fatores positivos nesse processo.

Cuidar da saúde física tem sempre um grande valor, mas viver com alegria, cercada por convívio social e aspectos que influenciam no bem-estar psicológico e no sentido da vida, são estratégias assertivas na jornada centenária.

Imagem: Carol Soares

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Dra. Ana Catarina Quadrante

Médica Geriatra e coordenadora médica da Cora Residencial Senior; formou-se na Faculdade de Ciências Médicas de São Paulo e fez residência em clínica médica no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e, também, em geriatria e gerontologia; tem pós-graduação em aperfeiçoamento em cuidados paliativos pelo Instituto Sírio Libanês de Ensino e Pesquisa; atuou como clínica médica do Instituto do Câncer de São Paulo e como médica geriatra nos hospitais Santa Cruz, Sírio Libanês e Alemão Oswaldo Cruz; também foi médica da equipe de cuidados paliativos do Hospital Metropolitano do Butantã

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