Comportamento

Dra. Olga Tessari: ansiedade

A dificuldade de lidar com situações muitas vezes corriqueiras leva ao desenvolvimento de importantes transtornos psicológicos

Palavra de especialista: atenção ao mal que acomete o mundo

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS-2017) o Brasil tem a população mais ansiosa do mundo. Com a pandemia, o número de pessoas ansiosas em nosso país no mínimo quadruplicou e a de pessoas depressivas triplicou! ansiedade

Mas, afinal, o que é a ansiedade? A ansiedade faz parte da vida, é uma reação natural do ser humano diante de situações em que a pessoa antevê a possibilidade de um perigo, de um sofrimento, de algo que provoca medo, dúvida ou expectativa.

A oscilação do nível da ansiedade é normal e natural ao longo do dia, mas ela deve permanecer dentro de um determinado patamar considerado normal para não provocar nenhum sofrimento. Quando esse patamar é ultrapassado, quanto mais elevada se tornar a ansiedade, maiores serão os sintomas, tanto físicos quanto emocionais.

Nível da ansiedade

Vale dizer que a oscilação do nível da ansiedade depende da maneira como as pessoas pensam, agem e reagem diante das situações: se diante de uma determinada situação a pessoa imagina que vai haver sofrimento, certamente o nível de sua ansiedade se elevará drasticamente.

A ansiedade pode ser boa quando nos dá energia e vitalidade para realizarmos nossas atividades, planos e metas, para resolvermos problemas, para melhorar nosso desempenho, para encararmos os desafios da vida.

Mas ela pode se tornar muito ruim quando ultrapassa o patamar normal, levando-nos à paralisia e ao surgimento de muitos medos e sofrimento.

As pessoas só se dão conta de que estão ansiosas quando percebem sintomas físicos e psicológicos.

Sintomas

Os sintomas físicos mais comuns da ansiedade elevada são falta de ar, taquicardia, nervosismo, irritabilidade, suor, tremor, sensação de que o coração vai sair pela boca, problemas digestivos como prisão de ventre, enjoo, gases, gastrite, fome exagerada (gula) ou ingestão exagerada de bebidas alcoólicas ou calmantes.

Os psicológicos recorrentes da ansiedade em alto grau são ficar irritado e provocar brigas e discussões por qualquer coisa; mania de perfeição; preocupações excessivas; impulsos autodestrutivos; autocrítica exagerada e destrutiva.

Além disso, a pessoa ansiosa desenvolve muitos medos, alguns muito irracionais e sem sentido: medo exagerado de magoar os outros; medo das críticas, medo de errar, medo de não ser bom o suficiente, medo de não ser querido/amado.

Algumas consequências

1Comer demais – Muitas pessoas que comem em excesso e engordam demais, procuram dietas milagrosas, recorrem a cirurgiões plásticos ou fazem grandes sacrifícios e loucuras para emagrecer rápido. Na grande maioria dos casos, é sua ansiedade elevada que as impulsiona a comerem demais. Sem se preocupar com as causas emocionais do problema, muitas vezes esses atos só provocam mais e mais problemas.

Abuso de drogas lícitas ou ilícitas – A ingestão exagerada de bebidas alcoólicas, calmantes ou outras drogas ilícitas são uma tentativa equivocada de aliviar as tensões, mas que só surtem um efeito temporário, levando as pessoas ansiosas a utilizarem cada vez mais uma maior quantidade da(s) droga(s) para se sentirem momentaneamente sem os sintomas da ansiedade.

1Sofrer com os medos – Pessoas que sofrem de medos, como o de dirigir um veículo, por exemplo, fazem aulas e mais aulas sem fim na autoescola e não conseguem acabar com o medo porque o medo é só a ponta do iceberg de outros problemas como a dependência emocional, a insegurança e o medo das críticas, que elevam a ansiedade.

Imaginar que pode estar infartando – Pessoas que sofrem com a falta de ar e taquicardia provocadas pela ansiedade elevada, acreditam piamente que terão um infarto e acabam fazendo uma via sacra por vários médicos, submetendo-se a fazer uma infinidade de exames e jamais acreditam quando os resultados são normais.

Pedir ajuda é fundamental

Infelizmente, muitas pessoas ansiosas questionam o diagnóstico dos médicos, ao serem informadas de que seus sintomas são apenas o reflexo de uma ansiedade elevada e que elas precisam procurar um(a) psicólogo(a). Elas sempre dizem: “preciso ir a outro médico, esse não é especialista, eu sei que há algo muito errado comigo”.

E por que procurar um(a) psicólogo(a)? Porque é a maneira como a pessoa pensa, age e reage diante das situações do seu dia a dia que interfere diretamente na elevação ou não da sua ansiedade acima do patamar considerado normal, que não traz sofrimento algum.

Muitas pesquisas revelam que a ansiedade elevada por muito tempo e a longo prazo pode levar ao desenvolvimento da depressão, que nada mais é do que se sentir sem saída, não conseguir enxergar nenhuma solução para o seu problema.

Depressão será o assunto do meu próximo artigo: aguardem!

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Dra. Olga Tessari

Psicóloga (CRP06/19571), formada pela Universidade de São Paulo (USP), pesquisa e atua com novas abordagens da Psicologia Clínica em busca de resultados rápidos, efetivos e eficazes, voltados para uma vida plena e feliz; ama o que faz e segue estudando muito, com várias especializações na área; consultora empresarial, leva saúde emocional para as empresas; escritora, autora de 2 livros e coautora de muitos outros; realiza cursos, palestras e workshops pelo Brasil inteiro e segue atendendo em seu consultório ou online adolescentes, adultos, pais, casais, idosos e famílias inteiras que buscam, junto com ela, caminhos para serem felizes

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