Comportamento

Dra. Olga Tessari: depois da pandemia

● Palavra de especialista: é melhor conservar o medo de contágio

A convivência forçada com a família dentro de casa ensinou como se relacionar de forma harmoniosa, pacífica e feliz

Aos poucos, estamos retomando a nossa vida, saindo de casa, voltando às atividades ditas “normais e comuns” do nosso dia a dia. O medo de nos contaminarmos com o vírus da covid-19 ainda está presente, uma vez que precisamos utilizar máscaras, mantermos o distanciamento e evitarmos quaisquer aglomerações. Tessari

E é muito bom sentirmos esse medo, uma vez que ele nos protege e, graças a ele, evitamos mais problemas e sofrimento, tanto em nossa vida como na vida de nossos familiares e amigos.

Afinal, cada pessoa reage de uma maneira totalmente diferente à contaminação e, nesse sentido, é melhor continuarmos cultivando esse medo, sem deixar que ele nos paralise!

Muitas pessoas estão felizes em, finalmente, poderem passar mais tempo fora de casa: a forma compulsória de convivência forçada com determinados familiares que foi imposta a todos, sem sequer ter a chance de poder escolher ou não conviver com eles no mesmo espaço.

Estar com eles no dia a dia durante esse longo período crítico da pandemia, pode ter colaborado para um grande estresse! Família a gente não escolhe e certamente sempre há alguns familiares que não costumam ser boas companhias!

Conflitos emergem

Antes da pandemia, a convivência com determinadas pessoas dentro de casa podia ser evitada, uma vez que era possível passar longos períodos do dia fora dela, voltando para casa somente para comer ou dormir!

Mas a pandemia impediu isso e, assim, muitos conflitos vieram à tona, provocando discussões, brigas, mal-estar dentro de casa.

Tanto é que muitos casais acabaram se separando em plena pandemia, muitos pais e filhos tiveram muitos embates e muitas famílias foram literalmente destruídas não só pela péssima convivência entre si, mas também pela morte de entes queridos.

O luto pela perda, que é vivido de forma diferente por cada pessoa, e a perda de pessoas importantes na família podem ter causado uma reviravolta na dinâmica familiar, o que colaborou ainda mais para os conflitos, causando brigas pela posse dos bens dos falecidos.

Agora que a pandemia está sendo controlada e que a vida parece estar voltando ao normal, o que pudemos aprender com tudo isso que vivemos ao longo desse confinamento compulsório?

Se, por um lado, todos sofremos com as limitações impostas pela pandemia e muitos de nós tivemos conflitos com algumas pessoas da família, por outro lado essa convivência também pode ter colaborado para um aprendizado de como se relacionar pacificamente com os membros da família dentro de casa.

Pessoas são como são

Certamente, foi possível até descobrir características positivas e interessantes nas pessoas com quem tivemos que conviver de forma compulsória. Afinal, todos os seres humanos possuem muito mais qualidades do que defeitos.

Pudemos aprender que as pessoas são como são, que elas só mudam a sua forma de ser, pensar e agir se elas quiserem – e certamente, elas gostam de ser como são e cabe a nós aprendermos a lidar com elas sem sofrimento. Irritar-se com os outros só traz problemas e sofrimento para si mesmo!

Aqueles que conseguiram entender que é necessário aceitar as pessoas como são e usufruir o que elas tem de bom para compartilhar conosco sairão ganhando com o fim da pandemia porque evitarão conflitos, discussões à toa e poderão viver e conviver mais e melhor com todos.

Muitos se esquecem de que a vida é finita e é melhor aproveitar todos os momentos que tivermos para termos boas experiências com nossos familiares, de forma que, quando eles se forem, possamos estar em paz com nossa consciência.

Sabendo que elas nos deram o melhor que elas poderiam nos dar enquanto estiveram presentes em nossa vida e que nós aproveitamos bem essa convivência de forma harmoniosa, pacífica e feliz.

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Dra. Olga Tessari

Psicóloga (CRP06/19571), formada pela Universidade de São Paulo (USP), pesquisa e atua com novas abordagens da Psicologia Clínica em busca de resultados rápidos, efetivos e eficazes, voltados para uma vida plena e feliz; ama o que faz e segue estudando muito, com várias especializações na área; consultora empresarial, leva saúde emocional para as empresas; escritora, autora de 2 livros e coautora de muitos outros; realiza cursos, palestras e workshops pelo Brasil inteiro e segue atendendo em seu consultório ou online adolescentes, adultos, pais, casais, idosos e famílias inteiras que buscam, junto com ela, caminhos para serem felizes

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