Comportamento

O que é a Síndrome da Cabana?

● Isolamento social trouxe e trará efeitos na saúde mental

A autora explica que os idosos têm dificuldades em lidar com mudanças e ficam com dúvidas, insegurança e medo

A pandemia da Covid-19 pegou todas as pessoas de surpresa, ninguém imaginou que a situação chegaria a tal ponto. A quarentena não foi uma escolha, foi a única opção que tivemos para diminuir a possibilidade de contágio do coronavírus. Cabana

Pessoas tiveram de mudar a sua rotina de um dia para o outro, se isolando em suas residências, envoltos por incertezas sobre o que aconteceria a seguir, e convencer os idosos a ficar no isolamento físico foi uma tarefa árdua para muitas famílias.

O isolamento social gerado pela pandemia trouxe e trará inúmeros efeitos na saúde mental das pessoas.

Os idosos têm dificuldades em lidar com mudanças, porque a mudança é uma incógnita, é algo desconhecido, e gera sentimentos de dúvida, insegurança e medo. Eles tendem a direcionar seus pensamentos às coisas negativas, por isso, muitas vezes, o medo surge justamente daí.

Não poder sair e não poder realizar atividades cotidianas fora de casa gerou ou aumentou a sensação de dependência, a falta de autonomia e a falta de socialização.

E é justamente a necessidade de ficar em casa, isolado, que gera os principais sintomas associados à Síndrome da Cabana.

Sentimos que o mundo mudou, que vivemos tempo anormais, quando temos medo das perdas econômicas e desconexão. É comum que os idosos não compreendam algumas novidades do mundo contemporâneo ou discordem delas.

Muitos idosos de hoje já viveram as perdas que a aposentadoria traz. Diante da situação atual fica mais difícil ainda reviver tais perdas ou mesmo ter de lidar com mais perdas.

Jovens são os mais propensos a aceitar a situação ou se realocar com o objetivo de manter a vida pessoal e profissional balanceadas.

Ansiedade é uma emoção normal

Nosso momento atual com o excesso de notícias e informações tem levado o ser humano a um descontrole e a uma insegurança sem igual. A ansiedade é uma emoção normal ao ser humano, e aumenta comumente ao enfrentarmos situações estressantes como a Covid-19.

Neste cenário, a Síndrome da Cabana se manifestará quando a pessoa, mesmo sem uma ameaça próxima ou imediata, já não se sentir segura fora de casa. Ainda protegida ela tem dificuldade de voltar à rotina.

Uma angústia e um medo paralisantes a impedirão de manter o seu dia a dia, o que intensifica o problema.

Atualmente, sabemos que pandemia e saúde mental têm relação, e os impactos disso podem ser sentidos em toda a população, não somente nos idosos.

A Síndrome da Cabana não é considerada uma doença. Trata-se de um fenômeno natural do nosso corpo que está relacionado a mudanças bruscas na rotina ou no comportamento.

Tal síndrome surge quando a pessoa precisa se adaptar a uma nova realidade de forma rápida e, geralmente, sem que ela tenha total controle da situação.

Ou seja, o indivíduo se vê em uma circunstância na qual é obrigado a sair da sua “zona de conforto” de maneira abrupta, adequando-se a um contexto diferente e, muitas vezes, incerto.

Essa transformação causa alterações significativas nas emoções e no modo de agir. Algumas pessoas sentem medo, angústia, ansiedade e até pânico ao pensar em voltar à rotina anterior.

Como se o nosso cérebro ficasse acostumado a uma nova rotina e aprendesse que estar em casa é a única possibilidade de segurança e proteção diante do coronavírus.

Quando a pessoa começa a apresentar sintomas da Síndrome da Cabana, há uma série de modificações na produção de hormônios do corpo.

É muito comum, por exemplo, a alteração nos ciclos de sono e de vigília.

Principais relatos vinculados

Entre os principais sintomas de quem está com Síndrome da Cabana, alguns chamam mais a atenção.

A seguir, destacamos os principais relatos vinculados ao problema: sentimento de angústia, perda ou ganho de apetite, inquietação, falta de motivação, irritabilidade, alteração do sono e vigília, dificuldade de concentração, desconfiança das pessoas, tristeza persistente, taquicardia, sudorese, tontura, falta de ar.

Além dessas alterações, vale perceber se os poucos compromissos que se têm fora de casa, neste período de desconfinamento, passaram a se tornar um verdadeiro fardo.

Entretanto, a Síndrome da Cabana não pode ser confundida com problemas como depressão, ansiedade e consumo de álcool ou outras substâncias psicoativas.

Vale destacar que muitos desses sintomas podem indicar outros problemas relacionados à saúde mental.

Por isso, é fundamental reconhecer o que você está sentindo e o quanto tais sentimentos estão afetando a sua vida para, então, acionar o suporte de um profissional da área de saúde.

A maneira com que o idoso vai se cuidar ou ser cuidado depende muito do seu estado de saúde.

Por outro lado, estudos atuais sugerem que os idosos podem apresentar uma imensa capacidade de se adaptar a novas situações e de pensar estratégias que sirvam como fatores protetores.

O conceito de resiliência, que pode ser definido como a capacidade de recuperação e manutenção do comportamento adaptativo mesmo quando ameaçado por um evento estressante, e o de plasticidade, caracterizado como o potencial para mudança, são vividos pelos idosos e constituem fatores indispensáveis para um envelhecimento bem-sucedido.

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Dra. Elaine Di Sarno

Psicóloga e Neuropsicóloga, mestre em Ciências pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), especialista em Terapia Cognitivo Comportamental

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