
► Os pés diabéticos são uma das principais causas de internação das pessoas com diabetes. O Brasil é o quinto país com mais casos da doença no mundo, segundo estudos da International Diabetes Federation. A maioria das complicações devido a diabetes está relacionada ao tempo de doença e ao mau controle das taxas de glicemia no sangue.
As feridas surgem devido a um quadro avançado de diabetes que causa neuropatia periférica – condição que causa uma disfunção nos nervos que controlam as sensações de dor, frio e calor e movimentos musculares, fazendo com que o paciente sinta dor, formigamento, dormência, fraqueza, dentre outros sintomas.
A grande preocupação é que essa condição pode evoluir, causando uma piora dos sintomas. Consequentemente, a pessoa corre mais risco de sofrer quedas, ter dificuldade para ficar em pé ou andar e pode até mesmo resultar em lesões, infecções e exposição a toxinas.
Quando as feridas não são tratadas e a diabetes não é controlada, a inflamação se agrava e pode levar a necessidade de amputação.
O assunto deve ser mais abordado, já que os sintomas não são facilmente percebidos, o que leva aos casos mais graves da doença. O ideal é que o paciente com diabetes acompanhe a doença com ortopedista a partir de 5 anos com a doença, devido às complicações que ela pode apresentar.
Os pés sofrem essas lesões porque a diabetes causa problemas de circulação. Então, as áreas mais afetadas são aquelas em que o sangue demora mais a chegar. A falta de oxigenação e problemas na circulação sanguínea pioram a cicatrização das feridas.
Os sinais de alerta são: formigamento; perda da sensibilidade local; dores; queimação nos pés e nas pernas; sensação de agulhadas; dormência; além de fraqueza nas pernas e feridas nos pés.
Redução da mobilidade
O caso ainda tem maior incidência em pessoas idosas. Somente entre janeiro e setembro de 2021 foram realizadas 12.639 cirurgias de amputações de membros inferiores, como pés e pernas, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), conforme dados declarados pelo Ministério da Saúde.
E idosos sofrem mais ainda com as consequências da amputação pela redução da mobilidade, aumentando a possibilidade de gerar outras doenças e danos psicológicos ao paciente.
Estudos demonstram que 25% das pessoas acima dos 65 anos possuem diabetes e 70% delas têm grande chance de desenvolver complicações.
Além disso, pacientes com complicações diabéticas graves têm risco de mortalidade aumentado em 50% em 5 anos. E mais da metade dos casos de amputação de um membro se deve a complicações da diabetes.
Algumas medidas de proteção são não expor os pés ao calor, como a colocação de bolsas de água quente, por exemplo, e cuidar para não ocorrer uma lesão no pé, pois a cicatrização será bem mais lenta.
Cuidados adicionais são evitar idas a manicures e sim cortar as unhas cuidadosamente com profissionais especializados, como podólogos. Também devem ser utilizadas palmilhas e calçados adequados com menos chances de gerar alguma lesão.
É preciso evitar andar descalço, não estourar bolhas e sempre procurar o especialista caso surjam calos e bolhas.
É de suma importância examinar os pés do paciente todos os dias.
Para evitar complicações da diabetes é necessário o controle fino da glicemia no sangue e do tratamento precoce com ortopedista. O ortopedista vai atuar na profilaxia, prevenindo o surgimento dos problemas. Aplicar medidas preventivas dessa forma diminui os riscos de agravamento da úlcera.
O tratamento consiste na limpeza diária da região afetada, tratamento da ferida com, medicamentos para melhorar os sintomas. E eventualmente a intervenção cirúrgica pode ser recomendada, dependendo do caso do paciente.
Imagem: David Romualdo / Unsplash
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